Sorocaba e Região

Aposentado denuncia falta de medicamento de alto custo em Salto

O remédio não é vendido em farmácias comerciais e sua função é evitar rejeição do rim transplantado

O aposentado Odair Patini Romero, de 61 anos, fez transplante de rim há 16 anos e desde então toma Tacrolimo de 1 miligrama (mg). Ele recebe o medicamento na farmácia de alto custo de Salto, vinculada ao governo do Estado de São Paulo.

No final de maio, porém, só recebeu metade do necessário para este mês e por isso o que resta de quantidade do remédio é suficiente apenas para até sábado próximo (15). O Tacrolimo, que não é vendido em farmácias comerciais, tem a função de combater ameaça de rejeição do rim transplantado e sua falta pode provocar risco de perda do órgão.

Romero toma quatro comprimidos por dia do medicamento. A previsão é que o aposentado possa receber uma nova remessa no fim deste mês, mas que também poderá ser meia dose. “Só que dia 15 (sábado) termina meu medicamento”, lamenta Romero. “E tem mais gente na mesma situação que eu e até pior”, ele informa.

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Secretaria da Saúde

A Secretaria da Saúde de São Paulo foi questionada pela reportagem na segunda-feira e nesta terça-feira (11) à noite respondeu afirmando que o medicamento Tacrolimo 1mg é comprado e enviado aos Estados pelo Ministério da Saúde: “O órgão federal tem destinado os medicamentos a São Paulo parcialmente e fora dos prazos.”

Segundo a Secretaria, para atender os pacientes no segundo trimestre deste ano, foram solicitados 10,1 milhões de comprimidos, mas o Ministério entregou 7,1 milhões (cerca de 70%), até o momento: “À medida que os lotes dos remédios chegam, são redistribuídos para as farmácias. Porém, as entregas têm ocorrido em etapas, em quantidades parciais, o que faz com que as farmácias acabem atendendo os pacientes com quantidades fracionadas do remédio, de forma a garantir que o maior número possível de pacientes possa dar continuidade ao tratamento.” (Carlos Araújo)

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