Sorocaba e Região

Após gasto de R$ 127 mil, 5º andar do Paço é fechado

Após ter sofrido uma reforma e revitalização em novembro de 2017, o quinto andar no Palácio dos Tropeiros está isolado
Após gasto de R$ 127 mil, 5º andar do Paço é fechado
Prefeitura diz que interdição é por segurança. Crédito da foto: Fábio Rogério (19/9/2019)

Após ter sofrido uma reforma e revitalização em novembro de 2017, o quinto andar do Paço Municipal, no Palácio dos Tropeiros, sede do Executivo sorocabano, está isolado. Nenhum tipo de acesso é permitido e o motivo, segundo a Prefeitura de Sorocaba, é a segurança. Toda a obra realizada há menos de dois anos custou R$ 127 mil.

Segundo servidores ouvidos pelo Cruzeiro do Sul, o local não recebe visitas há pelo menos sessenta dias. A reportagem também constatou que não é possível chegar ao local nem pela escada, que está isolada, nem pelo elevador, que está programado para não parar no andar.

De acordo com a Secretaria de Conservação, Serviços Públicos e Obras (Serpo), a área foi interditada por segurança, já que dois vidros estão quebrados, segundo a pasta, devido a fortes ventos. Apesar disso, a pasta Serpo assegurou que os vidros são resistentes, laminado e temperado. Cada lâmina de folha de 5 mm, dando um total de 10 mm de espessura. A pasta ainda ressaltou que está estudando qual a melhor medida adotará, “uma vez, que terá que ser feito novo contrato, para reposição dos vidros”.

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A Prefeitura de Sorocaba garantiu ainda que não há prejuízo para escada de saída de emergência e que “não tem previsão de quando o espaço será reaberto”.

A obra

Conforme publicado pelo Cruzeiro do Sul em 30 de novembro de 2017, a revitalização de uma área do quinto andar custou pouco mais de R$ 127 mil. A obra previa revitalização do concreto aparente, execução de rampa de acesso, paisagismo, piso drenante, fechamento do perímetro externo do quinto andar com guarda-corpo (proteção) e limpeza e remoção de solo e proteção.

Pela expectativa contida no cronograma físico financeiro elaborado pelo Executivo, só o guarda-corpo deveria custar até R$ 60 mil. O projeto previa a colocação de bancos e mesas com cadeiras, além de planta, entre elas costela de adão, strelitzia, cica revoluta e agave dragão.

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Na ocasião, a Prefeitura de Sorocaba informou que a obra do jardim suspenso tinha como objetivo promover a plena utilização da infraestrutura e equipamentos públicos já existentes. Ainda conforme a pasta, o uso do vidro no local era para criar barreira física que junto ao guarda-corpo de metal deve amplificar a segurança do local, sem que haja interferência na paisagem natural. (Marcel Scinocca)

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