Sorocaba e Região

Aeronaves ocupam área do aeroclube

Setor de Fiscalização de Áreas Públicas, da Secretaria de Segurança Urbana, não recebeu denúncia acerca de invasão da área
Aeronaves ocupam área do aeroclube
Fiscalização da Prefeitura informou que vai checar a situação. Crédito da foto: Cortesia

Aeronaves particulares voltaram a ocupar áreas públicas próximas ao prédio histórico do hangar do Aeroclube de Sorocaba. A situação pôde ser confirmada na terça-feira (9) e na quarta-feira (10). É a segunda vez que a situação ocorre no local, já que, em 2019, logo após ocorrer a reintegração de posse do Aeroclube pela Prefeitura de Sorocaba, o assunto foi tema de matéria do Cruzeiro do Sul.

Na terça-feira (9) seis aeronaves estavam “hangaradas” no local. Há informações de que há situações em que oito aeronaves privadas ficam expostas no local. Nem todas as aeronaves têm prefixo. Das que possuem prefixo, a maior parte não tem autorização para voar. Nenhum proprietário ou mesmo funcionários de possíveis empresas donas dos modelos foram localizados para explicar a situação.

Quando o Cruzeiro do Sul tratou do tema, em agosto de 2019, o Departamento Aeroviário do Estado de São Paulo (Daesp) afirmou que a responsabilidade sobre os locais é da Prefeitura de Sorocaba. Já o Executivo destacou na ocasião, por meio da Secretaria de Planejamento e Projetos (Seplan), que desconhecia tal prática e que enviaria técnicos ao local para averiguar e, caso constatado, buscando solução para a situação.

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De acordo com a Prefeitura de Sorocaba, o setor de Fiscalização de Áreas Públicas, da Secretaria de Segurança Urbana (Sesu), informou que não recebeu qualquer denúncia acerca de invasão da área. “De qualquer modo precisaria saber a qual trecho se refere a questão, visto que o local foi alvo de uma reintegração de posse no ano passado, mas que não envolveu toda a extensão do terreno. Do mesmo modo, desconhece qualquer liberação jurídica da área. Diante da demanda, uma equipe irá até o local para verificar a situação”, garante.

No ano passado, chegou-se a cogitar o uso do local para driblar cobranças aeroportuárias. No grupo de aeroportos gerenciados pelo Daesp, o valor das tarifas, incluindo, por exemplo, manobras e permanência em pátios, pode chegar a R$ 26 mil. (Marcel Scinocca)

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