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#TBT: abastecimento de água em Sorocaba era feito com fontes, bicas e chafarizes

Naquela época, a água faltava nos meses de seca

Até o início do século XX, o abastecimento de água em Sorocaba era realizado de diferentes maneiras. Existiam as fontes, as bicas e os chafarizes. Em Sorocaba, os chafarizes do largo da Matriz e o do largo de Santo Antônio foram inaugurados em 1886 e deixaram de funcionar em 1892. Naquela época, a água faltava nos meses de seca, devido ao aumento da população e das três grandes fábricas de tecido.

Os aguadeiros e os carregadores de água eram responsáveis pela distribuição da água na cidade, algo que mudou em 1914, com a inauguração da Represa de Ituparanga. E graças a uma obra complexa que atravessa um terreno acidentado e com vegetação fechada, os grandes canos chamados de adutoras trazem água de Itupararanga até a estação de tratamento de água do Cerrado. Embora na maioria das vezes passando por baixo da terra ou escondidas entre a densa vegetação, as quatro adutoras são responsáveis pelo abastecimento de água de Sorocaba. A

ntes de passar pela tubulação, a água captada da Represa de Itupararanga, em Votorantim, percorre 1,5 quilômetro até desembocar na Represa do Clemente. No local, há quatro adutoras: uma de 800 milímetros, duas de 500 milímetros e uma de 350 milímetros. Após passar pelas adutoras, a água é levada até a Estação de Tratamento (ETA) do Cerrado, na avenida General Carneiro, por um caminho de 14 quilômetros. A

ETA do Cerrado recebe também água captada na Represa de Ipaneminha, no bairro Ipanema do Meio, em Sorocaba. Todo o conjunto de adutoras é responsável por receber 2,1 mil litros de água por segundo. Ao fim do processo de tratamento, a água segue para os 26 centros de distribuição do Saae e é levada para todos os imóveis da cidade.

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