Presença

Presença: Apaixonada por fotografia

Presença: Apaixonada por fotografia
Marly guarda com carrinho a sua primeira máquina fotográfica. Crédito da foto: Manuel Garcia

A fotografia tem um papel muito importante em nossas vidas. Aliás, o ato de retratar pessoas ou cenas do cotidiano começou na humanidade desde os tempos mais remotos, quando os homens que moravam em cavernas faziam desenhos nas paredes.

Já a primeira fotografia do mundo é de uma janela. A fotografia tirada pelo francês Joseph Nicéphore Niépce (1765 – 1833) em 1826 é considerada a primeira da história. E, de lá pra cá, a fotografia foi se desenvolvendo e aprimorando, mas nunca deixou de exercer seu verdadeiro fascínio sobre os seres humanos.

A importância da fotografia na humanidade é incalculável, levando em consideração que a televisão e o cinema surgiram a partir dela. Até pouco tempo, fotografar era uma atividade de difícil acesso, seja pela dificuldade que se enfrentava no processo de revelação ou pelos altos preços dos equipamentos. Hoje em dia, por causa dos avanços tecnológicos, temos vivido a popularização do hábito de fotografar. Temos câmeras fotográficas acopladas aos telefones celulares que nos acompanham por todos os lugares.

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A fotografia nos dá a oportunidade de voltar ao passado e reviver mentalmente aquela situação que foi vivida, capaz de proporcionar ao nosso cérebro praticamente as mesmas sensações e emoções que tivemos no dia em que a fotografia foi feita. Essa dinâmica exercita nossas mentes e nos mantém ativos para a capacidade de considerar questões do passado, presente e futuro, de maneira a evitar a estagnação desta capacidade.

Fotografando, exercitamos nossa capacidade de concentração e criatividade, além de fazer muito bem para a autoestima. Além disso, quando fotografamos conseguimos expressar nossa visão de mundo e, isso, pode ser uma ótima forma de comunicação.

Foi observando o seu redor que a sorocabana Marly Aparecida Madia Mello resolveu começar a fotografar. Nascida em 1937, Marly perdeu seu pai com apenas dois anos de idade e sua mãe, com muita dificuldade, a criou junto com seus dois irmãos. Marly se lembra quando ganhou sua primeira maquina fotógrafa de um amigo de sua mãe. “Ele percebeu que eu gostava de fotos e ficava ‘vidrada’ vendo o baú de fotos da minha família. Adorava pegar o jornal e ver as fotos também. Quando ele chegou com a máquina eu fiquei tão feliz, parecia que tinha ganho na loteria. Guardo ela com carinho até hoje”.

Marly fotografava, no começo, sua família e amigos, sempre em imagens posadas e centralizadas. Porém, o seu hobby era muito caro, principalmente para os padrões financeiros da família na época. A situação começou a mudar quando ela se casou e ganhou uma câmera do seu marido. “Meu marido me deu uma máquina fotográfica e me incentivava a fotografar. Eu tenho álbuns de todos os meus cinco filhos e dos meus nove netos”, conta.

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Mesmo assim, ainda não era algo muito profissional. Foi um curso com o professor Edson Souza, do Grupo Imagem, que “abriu a mente” de Marly. “Quando fiz aulas de fotografia, eu descobri um outro mundo. Aprendi técnicas e outras maneiras de fotografar. Hoje eu amo fotografar paisagens e coisas inesperadas. E, também, os detalhes de pequenas coisas que acabam virando as minhas fotos preferidas”, declara.

A fotógrafa já rodou o mundo com sua máquina fotográfica, Nova York e Londres são suas cidades favoritas para fotografar. Marly participa de um grupo de fotógrafos e sempre sai com eles fazer alguns clics. “Com o Covid-19, está mais difícil de sair, mas nesta semana devo estar tomando a primeira dose da vacina e, assim que tiver tomado a segunda e dar o prazo de imunização, não vejo a hora de rever meus amigos e sair clicando por ai”, finaliza.

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