O Brasil não aguentará outra rodada
A Petrobras vai pagar US$ 853 milhões a autoridades dos Estados Unidos como penalidade pela atuação irregular de ex-diretores e ex-executivos da companhia no mercado acionário norte-americano entre os anos de 2003 e 2012. O acordo que foi assinado nesta quinta-feira (27) com o Departamento de Justiça e a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos encerra as investigações contra a estatal nos EUA. De acordo com o Ministério Público Federal, 80% do valor dessas penalidades (US$ 682,4 milhões) serão destinados a um fundo criado para financiar programas sociais no Brasil e medidas de combate à corrupção. Parte desse dinheiro também poderá ser usada para ressarcir investidores brasileiros.
A estatal é acusada de violar as leis norte-americanas com a manobra de registros contábeis e demonstrações financeiras para facilitar o pagamento de propinas a políticos e partidos no Brasil. A Petrobras se comprometeu ainda a assinar um termo reconhecendo a falha intencional de executivos da empresa no esquema de corrupção revelado pela operação Lava Jato.
A informação que chegou ontem a todos os jornais e TVs brasileiras é mais um capítulo triste, talvez este seja o último com a Justiça americana, do que tem sido revelação após revelação de fatos que envergonham e, hoje em dia, pouco surpreendem o brasileiro. Acostumamos com a bandalheira. Não temos noção dos valores envolvidos, do que poderiam contribuir com o País. Não temos ideia de quanto foi surrupiado.
Parte da população brasileira, em especial os menos escolarizados, não se apercebe do dano feito ao País por um partido político que chegou ao poder depois de uma famosa Carta à Nação do, hoje, político preso, Lula da Silva, que “acalmava” o povo e converteu-se em Lulinha Paz e Amor. O ex-metalúrgico não prometeu que seu partido, dos trabalhadores -- hoje um partido de dirigentes sindicais -- ficaria longe da maior rapina ao erário público e estatal, como nunca antes na história deste País. Os valores estimados em movimentações que chegaram aos bolsos de mais de 100 políticos de pelo menos 14 legendas diferentes, entre eles o presidente da República, ex-presidentes, ministros de Estado e caciques de partidos, tudo isso sob um governo do partido dos trabalhadores que, acredite se quiser, estava no poder desde 2002, são vultosos, dizem, acima de R$ 20 bilhões.
São 14 anos de desgoverno, de “marolinhas” ignoradas que desembocaram na maior crise econômica que o Brasil já conheceu, colocando hoje mais de 50 milhões de potenciais trabalhadores fora do mercado formal, segundo dados recentes do IBGE e constantemente focalizado por este jornal. Essa crise não apenas de desvio de dinheiro público, que poderia ser direcionado a habitação, água e esgoto (bases de higiene que levam à melhoria da saúde) transporte, segurança, educação, mas em especial, essa crise moral que levou a prisão mais de 120 pessoas até agora, é um fato inédito dentro da dimensão da sangria do dinheiro que nós todos pagamos. E sentimos falta. Nosso dinheiro não chegou a nossas mãos de graça. Um trabalho duro como de grande parte dos trabalhadores brasileiros.
Não se entende, a não ser pela falta de informação e de elucidação por quem sabe um pouco mais, como o partido dos trabalhadores, e aqui com minúsculas propositalmente porque não representam o verdadeiro profissional do Trabalho -- mulher e homem -- que tem toda sua alta direção condenada e boa parte presa, a partir do próprio ex-presidente Lula, ministros e tesoureiros e até mesmo conselheiros, ainda conte com apoio dos mais simples. De dentro da cadeia um manipulador de marionetes comanda seu próximo poste, como ele mesmo referiu-se ao atual candidato à presidência.
O leitor atento, que tem seu poder de influência, precisa, neste momento, deixar muito claro a todos ao seu redor, no círculo familiar, no círculo social, da importância de não permitir que uma nomenklatura, em nome de desaparecidas e falidas ideologias, retorne ao poder.
O Brasil não aguentaria mais outra rodada de pt. Saudações.