Editorial

Hora de união pela vacinação

Quinto país do mundo que mais vacinou, Brasil se apoia na Fiocruz e no Butantan para aumentar o ritmo de imunização

Esta terça-feira (23) foi um dia histórico para Sorocaba e seus habitantes. Em uma parceria entre a prefeitura e a Fundação Ubaldino do Amaral, a rádio Cruzeiro FM 92,3, o jornal Cruzeiro do Sul e a Loja Maçônica Perseverança III (PIII), foi lançada a campanha “Vacina Sorocaba”, que visa o engajamento da população para que a administração municipal consiga adquirir o mais rapidamente possível doses de vacina contra o coronavírus.

Trata-se de uma campanha de apoio para que a prefeitura possa acelerar a compra desses imunizantes. A ideia é unir forças para que Sorocaba saia da pandemia o mais rapidamente possível. Todas essas entidades vão divulgar, contribuir e incentivar a participação de empresas e pessoas físicas.

Em um momento tão difícil e único pelo qual a humanidade está passando, é necessário o engajamento de todos em busca de soluções. Afinal, quanto mais vacinados tivermos, mais vidas serão salvas e mais rapidamente poderemos retornar à tão desejada normalidade econômica e social.

A campanha vai na mesma linha defendida pelo presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento oficial feito à Nação na noite desta terça-feira (23).

Em um discurso de esperança e reconhecendo a necessidade de combate à pandemia, Bolsonaro defendeu a vacinação em massa e lembrou que, apesar de todas as dificuldades, o Brasil é o quinto país do mundo que mais imunizou até o momento, atrás apenas de Estados Unidos, China, Índia e Reino Unido.

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Nesse ranking, o Brasil ainda é seguido por Turquia, Alemanha, Israel, Chile, França e Rússia, entre outros países. O presidente também lembrou o fato de o Brasil estar produzindo a vacina por meio dos laboratórios Fiocruz e Butantan. E isso realmente precisa ser enaltecido e exaltado.

A Fiocruz, por exemplo, entregou um lote com 1,080 milhão de doses de vacina produzidas no Brasil e vai totalizar 3,9 milhões de imunizantes até o final do mês. Além disso, as previsões para os próximos meses são bem positivas com 18,8 milhões de doses em abril, 21,5 milhões em maio, 34,2 milhões em junho e 22 milhões em julho.

Conforme palavras da própria presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, “uma pandemia só pode ser superada com o esforço conjunto do governo e da sociedade civil.

A ciência, a tecnologia e a inovação, que são os pilares da nossa instituição ao lado do papel do Sistema Único de Saúde (SUS), para quem destinamos a entrega de vacinas, é que neste momento podem contribuir para o principal objetivo das vacinas nesta pandemia, que é salvar vidas”.

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Dessa forma, a Fiocruz deve seguir nesse ritmo até concluir as 100,4 milhões de doses previstas no contrato de encomenda tecnológica com a Astrazeneca. A expectativa é que as últimas doses deste contrato sejam entregues ao governo federal até julho deste ano.

Com o registro definitivo, concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Fiocruz passou a ser a detentora do primeiro registro de uma vacina contra Covid-19 produzida no País.

Já o Instituto Butantan liberou mais um milhão de doses da Coronavac na segunda-feira (22). Somente nos últimos dez dias anteriores a esse lote, o Estado de São Paulo entregou ao Brasil 8,3 milhões de doses, o equivalente a 830 mil unidades diárias do imunizante.

Com o novo carregamento, o total de vacinas oferecida por São Paulo ao Plano Nacional de Imunizações (PNI) chega a 25,6 milhões de doses desde o início das entregas, em 17 de janeiro. Até o fim de abril, o total de vacinas garantidas pelo Butantan ao Brasil somará 46 milhões.

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O Butantan ainda trabalha para entregar outras 54 milhões de doses para vacinação dos brasileiros até o dia 30 de agosto, totalizando 100 milhões de unidades.

Atualmente, 85% das vacinas disponíveis no País contra a Covid-19 são do Butantan. A produção da vacina segue em ritmo constante e acelerado.

Até o fim de março, o Butantan aguarda nova carga de insumo farmacêutico ativo (IFA) correspondente a cerca de 6 milhões de doses, o que permitirá o cumprimento integral do acordo inicial de 46 milhões de doses contratadas pelo Ministério da Saúde.

Portanto, a hora é de união pela vacina e pela vida. Vacina Sorocaba! Vacina Brasil!

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