Editorial

A importância da mamografia

Devido à pandemia, principal exame para detecção precoce do câncer de mama teve queda no país

Apesar de toda a preocupação com a pandemia de Covid — ainda mais no atual momento com recordes de vítimas e maiores restrições –, a população não pode deixar de lado outros cuidados com a saúde.

Um deles diz respeito especialmente às mulheres. Trata-se da mamografia, principal exame para a detecção precoce do câncer de mama e que ajuda a reduzir a taxa de mortalidade pela doença em até 30%.

Médicos, especialistas e pessoas envolvidas com o assunto alertam que houve, em todo o País, queda acentuada pela procura do exame.

E justamente no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março, esse grupo chama a atenção para a importância da realização do procedimento.

No ano passado, segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), houve pouca procura pela mamografia, sobretudo por conta da pandemia.

Segundo dados da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), a queda na quantidade de exames realizados no País foi de 46,4%, quando comparado o período de março a agosto de 2020 com os mesmos meses de 2019.

As empresas associadas à Abramed são responsáveis por 56% do total de exames realizados na saúde suplementar. Já no Sistema Único de Saúde (SUS), o cenário é parecido: entre janeiro e junho de 2019 foram feitos 180.093 exames na rede pública.

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No mesmo período de 2020, a quantidade caiu para 131.617. De março a setembro, a queda aumentou para 53% na rede pública do Estado de São Paulo, de acordo com a Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi).

Porém, é importante ressaltar que os exames não foram paralisados e que os prestadores continuam oferecendo o serviço, ainda que de forma reduzida para evitar aglomerações e riscos de contágios da Covid.

E é fundamental que as mulheres façam a mamografia. Isso porque quando a doença é detectada em seus estágios iniciais, as chances de cura são de até 95%.

Atrasar o exame pode ter impactos no tamanho da lesão, no tratamento e na possibilidade de cura. A lesão pode crescer em questão de meses, por exemplo. Em média, os tumores de mama dobram de tamanho em cerca de seis meses, mas há exemplos de duplicação em apenas 30 dias.

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Em Sorocaba, uma das entidades que apóiam tal iniciativa é a Liga Sorocabana de Combate ao Câncer. Presidida por Márcia Rodrigues, a Liga atua desde 1975 na cidade, por meio de voluntários e colaboradores, no combate ao câncer de mama e câncer ginecológico, prestando diversos tipos de atendimentos gratuitos para mulheres diagnosticadas com a doença, além de informar a sociedade sobre condutas de prevenção.

E as mulheres que necessitam passar pelo exame podem fazer agendamento pelo programa estadual “Mulheres de Peito”, no telefone 0800-779-0000. É necessário informar nome completo, endereço, telefone, nome completo dos pais e número do cartão do Sistema Único de Saúde (SUS).

Além desse chamamento pela mamografia, outras ações de saúde direcionadas às mulheres estão ocorrendo neste mês de março em Sorocaba. Com o objetivo de evitar doenças femininas, a Prefeitura — por meio da Secretaria da Saúde — realizará ações gratuitas como orientação sobre alimentação saudável, prevenção do câncer de mama e útero, coleta de Papanicolau, solicitação de mamografia, dentre outras atividades voltadas ao bem-estar e autoestima feminina. A iniciativa acontece em alusão ao Dia Internacional da Mulher e será realizada nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs).

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