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Um antigo inimigo sempre à espreita

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga (...) disse ser muito importante ter as famílias como aliadas no combate ao mosquito causador da dengue

19 de Novembro de 2022 às 00:01
Cruzeiro do Sul [email protected]
Casos de dengue preocupam
Casos de dengue preocupam (Crédito: Divulgação)

Nesta segunda-feira, dia 21 de novembro, a reflexão sobre saúde pública é reservada ao Dia Nacional de Combate à Dengue. A data comemorativa foi instituída pela Lei Federal 12.235/2010 com o objetivo de alertar a população sobre a importância de eliminar os criadouros deste inseto.

Dengue é uma doença febril grave causada por um vírus transmitido por picada de insetos, especialmente os mosquitos. O transmissor é o bastante noticiado mosquito Aedes aegypti. Com o verão que se aproxima, e suas chuvas, a tendência é de alta na proliferação do inseto, que se reproduz em água limpa e parada.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil apresentou um aumento significativo de casos de dengue, de acordo com recentes boletins epidemiológicos oficiais. Os dados apresentados consideram os registros da doença apenas até a primeira semana de setembro. Mesmo não existindo ainda atualização nos indicadores oficiais, já é apontado aumento de mais de 180% no número de casos em comparação com o mesmo período de 2021.

A projeção técnica mostra que foram contabilizados até o início de novembro mais de 1,5 milhão de casos prováveis da doença no País. É preocupante!

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em entrevista concedida no final de outubro, à Agência Brasil, disse ser muito importante ter as famílias como aliadas no combate ao mosquito causador da dengue. “Os reservatórios dos ovos dos mosquitos se encontram nas casas, então deve ser o empenho não só das autoridades sanitárias, mas também das famílias brasileiras no combate à dengue”, explicou o ministro.

O tom de Queiroga lembra à população que o mosquito da dengue também é causador de outras enfermidades, como a chikungunya e da zika. “A dengue, claro, é a que tem mais relevância epidemiológica, mas nós tivemos uma epidemia de zika no passado, com aquelas consequência nas nossas crianças, a microcefalia. A chikungunya também gera problemas articulares, e essas doenças além de poderem levar ao óbito, causam inúmeras internações hospitalares”, detalhou o ministro.

Não apenas Queiroga, mas todas autoridades públicas sérias ressaltam que todos têm compromisso com a minimização da propagação da dengue. Devemos todos, recomendam os especialistas, fazer buscas semanais em nossas casas, à procura de reservatórios de água, que é onde o mosquito se reproduz. Assim, é necessário eliminar todo acúmulo que possa se transformar em criadouro, como os vasos das plantas, galões de água, pneus, garrafas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

No momento, só existe uma vacina contra dengue registrada na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que está disponível na rede privada. Ela é usada em três doses no intervalo de um ano e só deve ser aplicada, segundo o fabricante, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Anvisa, em pessoas que já tiveram pelo menos uma infecção por dengue.

Esta vacina não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), mas o Ministério da Saúde acompanha os estudos de outras vacinas. Enquanto novos imunizantes não chegarem, continua sendo primordial prevenir.

Também se faz necessária a atenção das autoridades estaduais e municipais para o tema. Sabe-se que a pandemia de Covid-19, que mobilizou a humanidade nos dois últimos anos e ainda é motivo de preocupação, e as variantes gripais, entre outras doenças contagiosas têm dado bastante trabalho às secretarias de Saúde. E este cuidado e atenção devem continuar existindo. Porém, a infeliz e velha conhecida dengue tem, também, de entrar no radar das autoridades públicas e de toda população brasileira.