Editorial
As emoções do Cruzeirão estão de volta
A partir de agora, 157 clubes -- sendo 98 na categoria Principal, 21 no Veterano, 15 na Master, 13 na Superveterano e 10 no Feminino -- vão escrever uma nova história
Uma das maiores tradições de Sorocaba está de volta. Na sexta-feira, 25 de março, foi realizada a cerimônia de abertura do Cruzeirão um momento emblemático para a retomada do esporte sorocabano. O pontapé inicial da 63ª edição do Torneio Aberto de Futsal Cruzeiro do Sul, realizado pela Secretaria de Esporte e Qualidade de Vida (Sequav) da Prefeitura de Sorocaba com apoio da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), mantenedora do jornal Cruzeiro do Sul, foi mais uma meta vencida rumo à normalidade segura das competições esportivas após dois longos anos de pandemia da Covid-19.
A realização do campeonato, considerado um dos maiores da modalidade no País, foi interrompida em 2020 -- situação que nunca havia acontecido em mais de seis décadas. A exemplo de todas as outras atividades esportivas coletivas pelo Brasil e mundo afora, não havia segurança -- e nem clima -- para a sua continuidade diante de tudo o que estava acontecendo no mundo. A partir de agora, 157 clubes -- sendo 98 na categoria Principal, 21 no Veterano, 15 na Master, 13 na Superveterano e 10 no Feminino -- vão escrever uma nova história.
A programação da festa de abertura, no Ginásio Municipal Dr. Gualberto Moreira, com inúmeras atrações para crianças, jovens e adultos, promoveu a diversidade, o espírito esportivo e também a solidariedade. A arrecadação de alimentos para a campanha “A Fome não é Fake!” do Fundo Social de Solidariedade vai ajudar a alimentar a população que mais precisa. O jogo de futsal feminino entre Amigas do Pedal e Espaço Divas reforçou ainda mais a presença das famílias nos jogos -- além, é claro, de valorizar a mulher no mês dedicado a elas.
E as várias homenagens a quem fez história com a bola pesada, reconhecendo a importância para o futsal sorocabano de nomes como o professor Nicolau, Eliseu Sentelhas, Wanderlei Macarrão, Roberto Blawer, Helinho, João Íris, Pitu e Neto Cabeção. A cerimônia também simbolizou a “passagem do bastão” para uma nova geração de atletas e árbitros que está aí. Futuro este que bateu à porta do ginásio municipal com a apresentação das escolinhas de futsal -- de onde, espera-se, possam sair dezenas de campeões para as próximas edições do Cruzeirão.
Nestes dias entre a alegria da festa e o início da primeira semana de jogos, dois pontos merecem reflexão. O primeiro é que a retomada segura das competições esportivas, contexto no qual o Cruzeirão 2022 se insere, só foi possível com o avanço da vacinação contra a Covid-19, cujos principais resultados são relatados diariamente pela imprensa: redução nos índices de internações e de mortes pelo novo coronavírus.
O outro é que o esporte pode ter papel chave na recuperação das pessoas que mais sofreram durante a pandemia. A volta dessa importante disputa -- que alia competição, rivalidade e lazer -- vai ajudar a melhorar a saúde física e mental de seus praticantes e de todos aqueles que compareceram às arenas esportivas da cidade para prestigiar as partidas. Nesse sentido, Sorocaba está sendo privilegiada ao poder resgatar sua tradicional festa do futsal, assim como tem feito com as quatro divisões do futebol varzeano. Ainda receberá, no segundo semestre, os Jogos Abertos do Interior. São conquistas que merecem ser celebradas após dois anos de ginásios, estádios e quadras vazias.