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Formação Integral

09 de Dezembro de 2018 às 00:01

A formação em tempo integral tem ganhado o noticiário nacional e, não só isso, tem apresentado um crescimento significativo nos últimos tempos. Muitas vezes, ela até é confundida com a formação integral, que promove o desenvolvimento do aluno em suas múltiplas dimensões: física, intelectual, social, emocional e simbólica. Mas já pensou em ter as duas coisas ao mesmo tempo? As escolas estão cada vez mais seguindo esse caminho e investindo na formação humana, com qualidade em período integral. Estudantes estão aprendendo todas as dimensões do ser com a ressignificação do espaço-tempo escolar em função das jornadas integrais permanecendo na escola o dia todo. De acordo com os dados do Censo Escolar 2017, a educação em tempo integral representa 16,2% das matrículas do ensino fundamental na rede pública. Se for considerado o universo de matrículas de escolas públicas e privadas, este número chega a 13,9%. Em relação à creche, o porcentual de matrículas em tempo integral é de 57,9%. Já o porcentual na pré-escola passou de 10,9% em 2016 para 11,5% em 2017. Quanto ao Ensino Médio, 7,9% dos alunos matriculados nesta etapa permanecem 7h diárias ou mais em atividades escolares. Em 2016, esse percentual era de 6,4%. Todos esses números corroboram a ampliação da oferta do ensino em tempo integral, que, aliado à formação integral, garante o desenvolvimento global do estudante. A ampliação do tempo na escola permite ao aluno ter vivências e oportunidades que incluem lazer, artes, esportes, oficinas voltadas às aptidões pessoais, gestão de projetos de iniciativa pessoal e em grupo, reforça a construção das competências e as habilidades, além do acompanhamento personalizado por mais tempo para obter excelência acadêmica, em um ambiente acolhedor e seguro, de forma a favorecer a aprendizagem significativa. Estender o tempo do aluno na escola proporciona a ele ganhar mais autonomia, ampliar o convívio com outros colegas, integrar e intercalar as atividades cognitivas, artísticas, esportivas e socioemocionais desenvolvendo o lado afetivo, valores e bem-estar. É proporcionar a personalização do ensino, considerando a individualidade, a singularidade, as preferências, os modos de aprender e de se relacionar com o mundo e com as pessoas.

PATRÍCIA DEOTI