Do leitor

Editorial

Parabéns ao Jornal Cruzeiro do Sul pelo brilhante editorial deste sábado (A maldade mora ao lado)! A sociedade tem que se mobilizar contra qualquer tipo de crueldade e maus-tratos aos animais! O mundo evolui e o ser humano, por meros trocados, subjuga o inocente!

REGINA PISTELLI

EMOCIONANTE VER A LOBA 2041 RESTAURADA

Que emoção ver a locomotiva 2041 restaurada. Isso me remeteu à infância, como morava próximo à rua Dr. Afonso Vergueiro (na época era rua), apreciava pela janela da minha casa a movimentação intensa dos trens que ali transitavam. O apito soava o dia todo e rompia o silêncio da noite. Sobre esses trilhos tracionados pelas “Lobas” entre elas a 2041, traziam os diferentes passageiros nas composições: Ouro Branco (homenagem à cultura do algodão), Ouro Verde (à cultura do café). Viajantes que iam e vinham das mais distantes localidades, desde o extremo oeste paulista, Presidente Epitácio, Júlio Prestes (SP), ou de Corumbá Santa Cruz de La Sierra (Bolívia), com baldeação em Bauru, ou ao sul do Brasil, vindo até de Montevidéu (Uruguai). Ainda era possível atingir o litoral paulista (Mongaguá, a praia dos sorocabanos), pela genial ferrovia que cortou a Serra do Mar, driblando o monopólio da SPR São Paulo Railway, sem o funicular.

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As composições de carga transportavam as riquezas produzidas vinda do campo ou os manufaturados das indústrias. Vagões gaiolas transportavam bovinos e suínos para o abate. O caminho para a exportação era via ramal de Mairinque até o Porto de Santos. Sentia orgulho de ver a Locomotiva verde com o logotipo “Sorocabana”. Tudo isso era fruto de investimentos públicos, onerosos realizados com sacrifício para expansão da rede, eletrificação e aquisição de locomotivas. A eletrificação e compra das locomotivas americanas ocorreram durante a 2ª Guerra com muitas dificuldades.
É lamentável que a ferrovia seja tratada como algo do passado, como se o modelo rodoviário superasse o ferroviário! Nenhum país sério abandonou o transporte ferroviário.

Parabéns a todos do Centro de Memória Ferroviária. Hoje graças a essa gente corajosa empenhada em restaurar o pouco a que sobrou na EFS, guarda dentro de si a memória de um passado triunfante. Dignificante esse trabalho da MPF Movimento de Preservação Ferroviária, que sirva como insight para ficar na memória dessa geração a importância tanto do passado como do presente as nossas ferrovias. Elas são vitais para a economia do Brasil.

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JOSÉ LUIZ MONTEIRO

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