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Reputação das empresas e engajamento para além dos clientes

Artigo escrito por Caroline Bittencourt, diretora de relacionamento e experiência do Grupo Bittencourt

Caroline Bittencourt

Pode soar estranho, mas algumas redes de franquia têm evoluído a visão de promover engajamento não só para o público externo, como também passaram a investir de forma massiva no engajamento das equipes. E não estou falando de produtividade e adesão à cultura, mas sim de marketing e de resultados.

No mercado americano algumas marcas têm buscado formas estruturadas de simplificar a amplificação de sua mensagem, da marca e seus produtos e serviços pelas equipes. E, claro, também expandir conquistando novos candidatos à franquia.

Employee advocacy é como eles tem chamado essa estratégia que se mostra como uma forma poderosa de usar as redes sociais para estender o alcance orgânico do negócio por meio de sua força de trabalho. Parece simples, mas não é. Quem trabalha com marketing e busca crescer sua base de “embaixadores” sabe o quão lento pode ser esse processo. E quando se fala dos colaboradores isso não é diferente.

O engajamento dos funcionários para promover a empresa pode acontecer de várias formas, seja on-line ou offline. Eles podem, por exemplo, compartilhar informações sobre os produtos, conteúdo, proprietário da empresa, ou mesmo contar sobre a cultura. Isso ajuda a fomentar a reputação da marca e com maior consistência, afinal, o compartilhamento vem de quem a conhece por dentro.

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Utilizar as redes sociais para esse processo pode ser o caminho mais simples; mas como engajar? A maioria das empresas tem utilizado a gamificação e bonificação como forma de atrair o interesse das pessoas em contribuir com a estratégia. E para esse processo, algumas etapas são necessárias como a criação de indicadores que serão medidos e definição de metas — geração de tráfego, cliques e comentários e compartilhamentos de posts podem ser o início. Outro ponto importante é estabelecer a maneira que o conteúdo pode ser compartilhado, de forma que se preserve a identidade e a consistência da marca, mas não limite a ação espontânea das pessoas.

Os benefícios também convergem para a marca na forma de um maior entendimento das equipes sobre o negócio, afinal, ao compartilhar eles se informam sobre ele. Para uma equipe comercial esse processo tende a ser mais natural e acaba por resultar em maior eficiência nas vendas haja vista todo o poder do social selling durante a pandemia. Isso também vale para as equipes de expansão — compartilhar boas histórias e a cultura atraem os olhares dos investidores.

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Para os colaboradores além da bonificação pelo engajamento social, há um benefício adicional. Eles passam a ser vistos pelo mercado como especialistas, uma reputação que se cria ao compartilhar conteúdo relevante.

Algumas empresas podem estar simplesmente negligenciando a força dessa estratégia por desconhecer o perfil “social” dos funcionários. Não é raro encontrar micro influenciadores na equipe, que podem simplesmente conseguir multiplicar a mensagem da empresa para centenas e até milhares de pessoas. Como disse, não é tarefa fácil, mas tem se mostrado altamente eficaz. Que tal começar?

Caroline Bittencourt, diretora de relacionamento e experiência do Grupo Bittencourt.

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