O Evangelho exclui favoritismos
Geraldo Bonadio
Parcialidades e favoritismos alicerçados na maior ou menor fortuna, prestígio, poder ou posição social das pessoas batem de frente com o ensinamento de Jesus.
É inevitável que, a cada momento de nossa vida, tenhamos de acolher ou disciplinar, admitir ou rejeitar, apoiar ou divergir, endossar ou repelir iniciativas, ideias ou atitudes das pessoas ao nosso redor. Fazê-lo é prerrogativa que o Pai concedeu a cada um. Não somos máquinas nem robôs e sim seres humanos, capazes de escolha, providos de discernimento e pautados por valores morais. Agir como maria-vai-com-as-outras é abdicar da natureza humana.
Indispensável, de outra parte, que os nossos sins e nãos sejam determinados por razões transparentes, cuja retidão nos permita expressá-las sem rodeios. Seria odioso que, dizendo-nos seguidores de Jesus e crentes no Evangelho, elegêssemos, para balizar nossos passos discriminações, pré-julgamentos e preconceitos de qualquer natureza. Isso nos tornaria mentirosos a nossos próprios olhos, enganadores daqueles que em nós confiam.
Quando ocultamos as motivações de nossas atitudes e palavras, isso significa que elas se tornaram inconfessáveis e precisam ser mantidas num ambiente de trevas e falsidades, em dessintonia com os ensinamentos do Cristo.
Ao perceber que, sem se dar conta disso, enveredou por trilhas tortuosas, detenha seus passos, reexamine-os à luz da Palavra e, retroceda, até reencontrar o caminho da verdade.
"Meus irmãos, que vossa fé em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo não esteja unida a favoritismos. Suponhamos que em vossa assembleia entre alguém com anéis de ouro e traje elegante, e entre também um pobre esfarrapado; prestais atenção ao de traje elegante, e dizeis: senta-te aqui num bom lugar; e ao pobre dizeis: fica de pé ou senta-se abaixo do estrado de meus pés. Não estais discriminando e sendo juízes de critérios perversos? "
Carta de Tiago 2:1-4
Bíblia do Peregrino
Geraldo Bonadio é jornalista. [email protected]