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Máscaras caseiras podem ajudar na prevenção da Covid-19

Artigo escrito por Éric Diego Barioni, professor doutor e coordenador do curso de Biomedicina da Uniso
Máscaras caseiras podem ajudar na prevenção da Covid-19
Crédito da foto: Carol Pessoa / Govba / Fotos Públicas

Éric Diego Barioni

O uso de máscaras, que inicialmente foi indicado para profissionais da saúde, indivíduos com quadros de síndrome gripal, casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 e pessoas próximas a estes casos, hoje não reflete mais as únicas indicações.

Na verdade, máscaras cirúrgicas continuam sendo prioritariamente indicadas para esses casos, entretanto, a população em geral, neste momento, deve adotar para a sua proteção e proteção dos demais a utilização correta de máscaras faciais de tecido.

O uso de máscaras pela população não substitui a importância do distanciamento social e demais medidas. No entanto, este cuidado adicional poderá incrementar a proteção humana, e o uso de máscaras certamente irá auxiliar o afrouxamento futuro do distanciamento social.

Ainda que o uso de máscaras de tecido pela população vise reduzir a possibilidade de contaminação, o mau uso poderá, ao invés de proteger, contaminar o indivíduo.

Portanto, para evitar a contaminação, uma série de cuidados básicos estão listados aqui: a) não compartilhe máscaras de tecido com familiares ou amigos; b) identifique a máscara de tecido com as iniciais de seu nome; c) é ideal que você, dependendo de sua necessidade ou trabalho, tenha duas, três ou mais máscaras de tecido; d) não reutilize máscaras cirúrgicas.

Após o uso, máscaras cirúrgicas devem ser descartadas adequadamente, em saco de lixo fechado em lata de lixo ou equivalente com tampa; e) não utilize a mesma máscara por mais de duas horas ou substitua o equipamento quando o mesmo estiver úmido; f) a máscara úmida ou danificada não oferece proteção; g) antes de vestir ou retirar a máscara, lave as mãos com água e sabão e utilize álcool em gel a 70%; h) a máscara poderá te contaminar sempre que você movimentar ou retirar inadequadamente o equipamento, quando estiver úmida ou danificada; i) a máscara deve cobrir confortavelmente boca e nariz; j) não reutilize máscaras de tecido sem antes desinfetá-las, lavá-las com água e sabão e deixá-las secar; k) no rosto, evite tocar a máscara com as mãos; l) para falar, tossir ou espirrar não abaixe ou toque a máscara com as mãos; m) ao espirrar, substitua a máscara; n) a máscara com cuidado deve ser retirada pelo elástico ou fita; o) para retirar a máscara, não toque na parte da frente do equipamento.

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Com a máscara, antes de sair de casa ou do trabalho, você deve preparar e levar consigo um saco plástico para o descarte ou armazenamento adequado. Além disso, dependendo do tempo que ficará fora de casa, você deverá carregar mais de uma máscara. Ao chegar em casa ou no trabalho, as máscaras de tecido devem ser desinfetadas.

A desinfecção das máscaras de tecido poderá ser feita utilizando água sanitária (20 ml) diluída em água potável (500 ml), devendo permanecer nesta solução por 10 minutos. Após este período, a máscara de tecido deve ser lavada com água e sabão e colocada para secar.

Vale ressaltar aqui que, conforme indicado, a diluição da água sanitária é importante para a sua saúde e seu bolso. Durante este período, o uso frequente de substâncias, como água sanitária, pode aumentar o risco de intoxicações, principalmente envolvendo crianças. Portanto, não armazene estes produtos em embalagens de alimentos e não compre ou utilize produtos clandestinos.

Não mantenha ou utilize estes produtos próximos de crianças, idosos ou animais domésticos. Leia o rótulo da embalagem e não misture diferentes produtos de limpeza. Em casos de acidentes, procure, com a embalagem e rótulo do produto em mãos, um serviço de urgência/emergência e/ou ligue para: 0800-722-6001 (disque intoxicação Anvisa).

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Éric Diego Barioni é professor doutor e coordenador do curso de Biomedicina da Uniso, Delegado do Conselho Regional de Biomedicina da 1ª Região (CRBM-1) na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS) e Conselheiro do CRBM-1. E-mail: (eric.barioni@prof.uniso.br)

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