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Mantenha a calma e insista na verdade

19 de Agosto de 2018 às 10:39

Entre o fim de 1899 e o início de 1900, Sorocaba, então com 15 mil moradores, foi alcançada por uma devastadora epidemia de febre amarela. De cada 20 pessoas, uma morreu.

Não dá para saber o número de vidas que poderiam ter sido salvas, aqui e em dezenas de cidades da América Latina, inclusive o Rio, então capital do país, se, década e meia antes, cientistas reunidos em Washington, numa conferência internacional de saúde, houvessem dado atenção às experiências ali apresentadas pelo médico Carlos Juan Finlay.

Cubano, formado numa das melhores escolas de medicina dos Estados Unidos naquela época, o Jefferson Medical College, ele explicou, aos participantes do encontro, que a doença era causada pelo mosquito Aedes aegypti, e ensinou como poderia ser prevenida. Só acreditaram nele bem depois. Era tarde demais para os sorocabanos. Até hoje dicionários norte-americanos de ciência ignoram seu feito.

Apresentar a verdade, numa linguagem que todos entendem, dificilmente basta para mudar a atitude das pessoas. Ontem, nesta cidade, milhares de pais e mães deixaram de vacinar seus filhos conta a pólio e o sarampo. Tais doenças podem matar ou incapacitar aquelas crianças, mas os responsáveis por elas não acreditaram nem se deixaram sensibilizar. É muito triste...

Conseguir que a verdade prevaleça é difícil. Levar as pessoas a se conduzirem de acordo com ela, mais ainda -- até quando isso é do direto interesse dos turrões. Você terá de enfrentar essa realidade muitas vezes, em todos os momentos da vida. Fique firme e mantenha a calma.

A Palavra ensina que, no trato com a ignorância arrogante ou insensível, devemos permanecer fiéis à verdade e repeti-la, serena e firmemente, tantas vezes quantas necessário.

Creia e insista. Um dia, a água mole fura a pedra.

“Com muita paciência pode-se convencer a autoridade, e a língua branda quebra até ossos.”

Provérbios 25:15

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