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Inovação pode acelerar produção habitacional do Estado

Artigo do secretário de Estado da Habitação, Flavio Amary

Flavio Amary

O sucesso de praticamente todos os empreendimentos — no campo pessoal, no mundo dos negócios ou na própria história da humanidade — está quase sempre relacionado a quatro elementos essenciais: a vontade de fazer, uma fonte geradora de recursos para alavancar a tarefa, a coragem para torná-la possível e a inventividade para viabilizá-la.

Foi assim na descoberta da América, no desembarque dos aliados na Normandia, na chegada do homem à Lua, no sequenciamento da molécula de DNA ou na revolução que a internet provocou no mundo na última década. O êxito de qualquer processo que faz avançar cada indivíduo ou sociedade exige determinação, financiamento, ousadia e criatividade.

Essas lições da história se aplicam perfeitamente aos tempos atuais. Os quatro requisitos continuam valendo para o sucesso de qualquer projeto de grande porte. Essa quadra mostra-se ainda mais imprescindível nas ações sociais de governo, que enfrenta demandas gigantescas.

À frente da secretaria da Habitação, deflagrei recentemente, ao lado dos experientes profissionais que lá trabalham, um processo para colocar foco em um desses componentes, o da inventividade. Os outros três fatores que levam às transformações que queremos já derivam da própria condução do governador João Doria, que tem garantido toda a retaguarda e incentivo para o trabalho de nossa secretaria nos primeiros cinco meses de governo.

Nesse período obtivemos importantes avanços para enfrentar o déficit de moradias e, além de agilizar os programas já existentes na Secretaria da Habitação e na CDHU, pudemos lançar outros como o Nossa Casa, graças à determinação, recursos e coragem do governo do Estado. Com a participação da iniciativa privada e recursos de R$ 1 bilhão do governo estadual, o Nossa Casa vai construir 60 mil novas moradias em quatro anos.

Agora creio que é com inovação e tecnologia que vamos encontrar alternativas para melhorar ainda mais esse quadro. Nosso desafio é agilizar a regularização fundiária, a urbanização de favelas ou de assentamentos precários, a desocupação de áreas de risco e aumentar a produção de moradias em quantidade suficiente para recuperar a defasagem existente no atendimento habitacional da população de baixa renda.

Estou convicto de que não podemos mais ficar à margem desse mundo onde a expressão da criatividade está na multiplicação das startups, essas pequenas empresas de base tecnológica, que buscam solução para grandes problemas. As construtechs, como são chamadas as startups do setor da construção civil, já vêm apresentando inovações para aprimorar a gestão, além de criar novos processos e métodos construtivos.

No momento temos de atrair o interesse das startups, em sua grande maioria integrada por jovens, também para a área habitacional de governo, para que elas possam, em parceria com os profissionais de nossa secretaria, descortinar novos caminhos para o atendimento desse grande mercado da moradia de interesse social.

A participação das startups pode modernizar o cenário e agilizar o atendimento das famílias que mais necessitam de moradia. Com certeza, seu trabalho contribuirá para encontrarmos soluções inovadoras na Secretaria da Habitação e será, ao lado da integração com a iniciativa privada, uma das marcas mais importantes de nossa gestão.

Flavio Amary é secretário de Estado da Habitação e escreve para o Cruzeiro do Sul.

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