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Evangelho e behaviorismo

Confira a coluna Reflexão, de Geraldo Bonadio

Há 140 anos, nascia, nos Estados Unidos, John Watson, pai da psicologia behaviorista. Enriquecido, mais adiante, pelos trabalhos de Burros Skinner e dos seguidores de ambos, o behaviorismo tem hoje considerável influência sobre o pensamento educacional.

Toda a gama de programas de ensino que associam aos acertos dos alunos alguma recompensa imediata se nutre, direta ou indiretamente, dos ensinos de Watson e Skinner. Aí se incluem projetos muito bem-sucedidos, como os da Khan Academy. Gratuitos e disponíveis em português eles, para ficar num só exemplo, ensinam Matemática a quem odeia aquela disciplina. Partem do nível elementar e chegam a patamares muito elevados.

Os seguidores de Jesus têm a aprender, com os educadores behavioristas, o empenho em tornar aquilo que se ensina acessível a quem não dispõe de nenhum conhecimento prévio e a convicção de que, reapresentando, de outra maneira, aquilo que deve ser assimilado, consegue-se em algum momento fazer com que a pessoa abra a mente para uma verdade nova e a integre ao seu arsenal de atitudes.

Essa forma de trabalhar é um antídoto poderoso à síndrome da desistência que, muitas vezes, atinge professores, face aos educandos; casados em relação ao seu cônjuge e até pais em relação aos seus filhos.

Devem ser cautelosos, entretanto, no que tange às recompensas. Não se aplica, aos que se guiam pelo Evangelho, a regra do pra ganhar é só rodar ou a que retribui pontos acumulados com medalhas.

A recomendação do Senhor é de que perseveremos no bem, tendo em mente que a vida não é um esporte e que, no mundo real, a colheita exige um tempo de espera.

“E não nos cansemos de fazer o bem, porque no tempo certo faremos a colheita, se não desanimarmos.”

Carta aos Gálatas 6:9
Nova Almeida Atualizada

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