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Covid-19 e a contribuição da nutrição saudável

Artigo escrito por Edjane Consorte Cinto, nutricionista é aluna de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Uniso

Edjane Consorte Cinto

O isolamento social trouxe muitas dúvidas, questionamentos e reflexões sobre muitos aspectos que norteiam nossa rotina, dentre eles o papel da alimentação no contexto das infecções.

De maneira resumida, o sistema imunológico é um conjunto de células distribuídas por todo o corpo altamente ativo tendo como uma das principais funções proteger o organismo contra agentes nocivos como os vírus, por exemplo. Para que o sistema imunológico desempenhe suas funções adequadamente é necessário o equilíbrio entre atividade física, saúde psicológica, adequação dos níveis de secreções hormonais e alimentação adequada.

Os nutrientes são moléculas extraídas dos alimentos pelo processo de digestão ou fermentação, como: carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas, sais minerais e as fibras. Vale lembrar que não só o bom funcionamento do sistema imunológico é regido pela adequada concentração de nutrientes no organismo, mas todos os sistemas e, portanto, todas as células do corpo humano.

Segundo evidências, até o momento, não existem pessoas com alta imunidade, nem alimentos poderosos que possam aumentar consideravelmente essa condição. O que se sabe é que uma boa nutrição mantém as funções do sistema imune em perfeito estado.

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Deficiências de vitaminas e sais minerais, também chamados de micronutrientes, afetavam até 3 bilhões de pessoas em todo o mundo e uma em cada sete pessoas apresentam baixa ingestão de selênio, um micronutriente intimamente relacionado com imunidade. Dessa maneira, investir em uma alimentação variada parece ser o caminho para manutenção de boas condições imunológicas.

O Guia Alimentar para a população brasileira, uma publicação feita no ano de 2014 pelo Ministério da Saúde, está aberta ao público pelo link https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf e possui conteúdo de fácil leitura e, atualmente é o caminho para nortear as melhores escolhas alimentares. Abaixo, algumas das considerações do material.

Faça dos alimentos in natura ou minimamente processados a base de sua alimentação. Esses alimentos são obtidos diretamente da natureza e não há adição de sal, açúcar, gorduras, aditivos alimentares, preservando equilíbrio natural dos nutrientes. São exemplos: arroz, feijão, farinhas, frutas secas, castanhas, verduras, legumes, frutas frescas, leite, carnes, ovos.

Utilize óleo, açúcar e sal com cuidado, utilize o critério de uma lata de óleo por mês para uma família de quatro pessoas e de 600g de sal por mês para a mesma família. Açúcar deve ser eliminado do costume ou usado o mínimo possível.

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Limite o consumo de pães, queijos, conservas, compotas, esses alimentos sofrem com adição de açúcar e sal, aumentando a probabilidade de alterações importantes no peso corporal dos indivíduos.

Evite ou exclua alimentos ultraprocessados do cardápio. Esses alimentos são nutricionalmente desbalanceados com alto conteúdo de sal, açúcar, gorduras e aditivos químicos, conferindo uma relação importante com aparecimento de doenças crônicas, como: doença cardiovascular, diabetes e até mesmo obesidade.

Coma com regularidade evitando um espaçamento muito grande entre as refeições, o que pode ocasionar um aumento considerável de fome e exagero de consumo de alimentos.

Seja crítico em relação aos alimentos consumidos, leia os rótulos dos produtos embalados. Citações difíceis de entender e que não identifica como alimento, evite fortemente o consumo.

Com essas orientações certamente o aporte de todos os nutrientes necessários para um sistema imunológico ativo estarão assegurados.

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Edjane Consorte Cinto, nutricionista é aluna de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas da Uniso. E-mail: ediconsorte@gmail.com

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