A vida fala mais alto
Confira a coluna Reflexão, de Geraldo Bonadio
Você habitualmente divide espaço, nos cenários de sua vida, com muitas pessoas. Conforme sejam estes, a maioria delas pode ser constituída por gente que estudou -- ou ainda estuda muito --, tem um nível socioeconômico alto, médio ou baixo; se esforça e dá o melhor de si ou se mostra indolente e abúlica, tem ou deixa de ter alguma fé e assim por diante.
Na sua relação com elas, o que mais lhe importa saber é se são ou deixam de ser confiáveis, levando em conta o que espera de cada uma. A pessoa a quem você incumbe de postar uma carta ou encomenda nos Correios nem sempre é a mesma à qual, diante de um imprevisto, confia a missão, muito mais relevante, de apanhar seus filhos na saída do colégio.
Para definir o quanto de confiança você pode ter em alguém, utiliza instrumentos de medida e classificação. Alguns daqueles que estão ao nosso redor, em geral pouco numerosos, merecem confiança, em todos os momentos e em qualquer circunstância; com outros, pode-se contar em instantes bem determinados e para tarefas bem definidas. E há, ainda, pessoas com as quais vivemos sem atritos, mas, com certeza, se afastarão de nós assim que o vento da fortuna cessar ou mudar de direção. Nestas não confiamos de modo algum.
Nesse processo de escolha e seleção, você leva em conta, mais do que as palavras delas, o modo como sabem que têm agido ao longo de suas vidas. Há perfeitos canalhas que se consideram santos e, inversamente, santos que se julgam pecadores.
Condutas, decisões e atitudes são, também, os parâmetros que o Evangelho propõe que usemos para avaliar, mais que os outros, a nós mesmos.
Seremos contados entre os seguidores de Jesus não pelo fato de nos enquadrarmos como tal e sim na medida que o outro entenda que buscamos viver como ele viveu.
“Quem diz que permanece nele, deve também viver como ele viveu.”
1ª Carta de João 2:6
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