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‘A mulher do lado’ trata de paixão destrutiva

Filme será exibido nesta sexta-feira (11) no Cine Reflexão da Fundec
‘A mulher do lado’ trata de paixão destrutiva
Mathilde (Fanny Ardant) e Bernard (Gérard Depardieu): amor intenso e destrutivo. Crédito da foto: Divulgação

Nildo Benedetti – nildo.maximo@hotmail.com

O diretor e roteirista francês François Truffaut (1932-1984) foi um dos grandes nomes da história do cinema do século 20. Dirigiu mais de vinte filmes, conseguindo na maior parte deles conciliar sucesso de público e de crítica. Seus filmes tratam de vários temas, dentro os quais o amor em seus diversos aspectos e variantes. Em vários de seus filmes atuou também como ator.

Um homem, Bernard, vive com a mulher um casamento feliz. Ele é um pai atencioso e cuidadoso com a esposa e o filho. Mas sua vida muda quando a casa ao lado daquela em que vive passa a ser habitada por um outro casal. Ele é surpreendido ao reconhecer em Mathilde, a mulher do novo inquilino, sua antiga paixão. O relacionamento, pelo que entendemos, havia sido ardoroso e, ao mesmo tempo, tempestuoso, e a separação havia ocorrido deixando ferida nos dois lados.

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As duas famílias passam a se frequentar. Bernard e Mathilde se comportam como se estivessem se conhecendo naquele momento, mas, discretamente, Mathilde tenta atrair Bernard enquanto este procura fugir à reaproximação da moça; por isso, quando a esposa de Bernard convida os novos vizinhos para jantar, ele arranja uma desculpa e não comparece; ele também sugere à mulher que saiam de férias por uns dias.

Casualmente, Bernard e Mathilde se encontram no supermercado local e secretamente começam a se relacionar. Em pouco tempo, o caso amoroso do passado é reiniciado e se torna tão intenso que chegam a cometer erros que ameaçam destruir os respectivos casamentos. Como sempre sucede em relações desse tipo, os personagens mentem para as famílias e também um ao outro. Surgem o ciúme, as agressões verbais e até físicas. Depois que Mathilde decide romper a relação extraconjugal, Bernard perde o controle em uma reunião social.

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Os principais personagens de “A mulher do lado” são pessoas comuns vivendo vidas normais e estáveis. Mas, o antigo relacionamento ressurge avassalador. Em grande parte do filme assistimos à luta dos dois protagonistas para se afastarem e, ao mesmo tempo, ao esforço que fazem para controlar seus sentimentos que os chamam inexoravelmente na direção do outro.

A mulher do lado, de 1981, é o penúltimo filme de Truffaut e é um drama de amor. Começa com a narrativa — pela proprietária de um clube de tênis da periferia de Grenoble, na França — dos trágicos acontecimentos que envolveram o adultério de um homem e uma mulher casados. Com o desenrolar do filme, saberemos que a narradora havia passado por uma experiência amorosa igualmente intensa e com vários incidentes semelhantes aos de Bernard e Mathilde. A revelação inicial do caso extraconjugal de Barnard e Mathilde leva o espectador a procurar, durante todo o desenrolar do filme, os elementos que possam ter levado o relacionamento amoroso à tragédia anunciada no início. Essa técnica narrativa caracteriza os filmes de suspense, dos quais o grande mestre foi Alfred Hitchcock, diretor apreciado por François Truffaut.

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Serviço

Cine Reflexão
“A mulher do lado”, de François Truffaut
Hoje, às 19h
Sala Fundec (rua Brigadeiro Tobias, 73)
Entrada gratuita

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