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A inveja esteriliza a iniciativa

Geraldo Bonadio

Homens e mulheres são, por natureza, seres sociais. Sua vida exige um constante relacionamento com outras pessoas e nada é mais natural que, nesse convívio, definam seus objetivos pessoais tomando como referência este ou aquele indivíduo com quem convivem e, inversamente, decidam que farão o possível para não reproduzir, em seu viver, os sentimentos e atitudes daqueles com quem não se afinam.

O invejoso, porém, é uma pessoa no negativo.

Ele é incapaz de definir as metas que pretende alcançar — e até por isso, em algum momento, descobre que é um viajante sem destino. Nunca chegará ao seu porto porque não escolheu porto nenhum.

Em vez disso, gastou anos a fio sofrendo com as conquistas e avanços pessoais, sociais ou profissionais dos outros. Cada êxito do próximo é, para ele, um golpe em sua sensibilidade. — Eu é quem deveria ter recebido o aumento, conquistado o amor daquela pessoa, vencido a concorrência — diz para si mesmo, sem levar em conta que não poderia ter conseguido nenhum daqueles sucessos pois, não fez, a tempo e a hora, com o empenho necessário, o que seria necessário para tanto.

Quando você permite que a inveja se instale em seu mundo interior, coloca para funcionar uma bomba relógio que, em algum momento, haverá de explodir e destroçar o seu eu emocional e físico.

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O Pai Celestial certamente não deseja que você viva a martelar os seus próprios dedos, mas sem a sua concordância não tem como impedi-lo.

Acione o freio de arrumação. Pare, examine os sentimentos que, penosamente, vem carregando dentro de si. Livre-se de todos aqueles que apresentam uma mancha, ainda que pequena, de inveja. Eles acabarão por apodrecer o seu coração e, pior ainda, deixá-lo sem espaço para cultivar seus talentos e saborear o doce fruto da realização.

“O ressentimento mata o insensato, e a inveja destrói o tolo.”

Jó 5:2 Nova Versão Internacional
Geraldo Bonadio é jornalista. geraldo.bonadio@gmail.com

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