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A fragilidade da vida na Terra

Artigo escrito por Prof. Paulo Sergio Bretones, Departamento de Metodologia de Ensino/UFSCar

Paulo Sergio Bretones

Estamos passando por um período da história com muitas mortes, problemas de saúde, econômicos e sociais que mudou a vida de muita gente no mundo.

Uma situação nunca imaginada, mas que ocorreu em épocas passadas com epidemias como a peste negra, a peste bubônica, a gripe espanhola e outras que ceifaram milhões de vidas.

Mesmo assim, a ciência nos permitiu superá-las lidando com bactérias e vírus, etc., com medicamentos, vacinas e mais higiene.

A pandemia nos leva a pensar sobre a vulnerabilidade da vida na Terra. A condição da vida aqui é algo muito frágil como demonstra o fluxo da história ao longo de bilhões de anos.

Notícias recentes chamaram a atenção, mesmo nesta época de pandemia, com desastres naturais que não se imaginava de junho para cá como: o ciclone bomba ou extratropical que atingiu o Sul do Brasil; no Japão fortes chuvas com inundações e deslizamentos de terra; a nuvem de gafanhotos que emergiu do Paraguai, foi para a Argentina e quase chegou ao Brasil; o tufão Maysak que atingiu as Coreias do Sul e do Norte e o furacão Laura nos Estados Unidos. Mais recentemente, incêndios em vários países, da Sibéria à Austrália, da Califórnia à Indonésia. No Brasil, as chamas castigaram a Amazônia, o Pantanal, as serras de Minas e o interior de São Paulo. No Pantanal, a área queimada passa de 2 milhões de hectares. 2020 é um dos anos mais secos já registrados. Para os climatologistas o mundo sofre as consequências do aquecimento global, ainda que as queimadas possam ter começado de forma criminosa ou por puro descuido com enorme impacto no meio ambiente.

Ocorreram extinções em massa ao longo da história da vida na Terra. Como exemplo, ocorreu a extinção dos dinossauros que teria sido causada pelo impacto de um asteroide há 65 milhões de anos. Como isto pode ocorrer isto demonstra a necessidade de acompanhar asteroides e cometas que passam nas proximidades da Terra, a possibilidade de colisão e seu potencial destrutivo usando a chamada escala de Turim.

Muitos desastres naturais ocorreram ao longo da história como vulcões, terremotos, tsunamis e outros até mencionados na Bíblia como as dez pragas do Egito, o que ocorreu em Sodoma e Gomorra e outros pontos do planeta em que as populações foram eliminadas como a erupção do Vesúvio com corpos petrificados que podem ser vistos na Itália.

Por isto, a existência humana ou de qualquer forma de vida na Terra é algo vulnerável, delicado e deve ser protegido. O avanço da medicina aumentou a longevidade da vida em especial nas últimas décadas. É um dos milagres da vida que, durante anos o coração pulse, o pulmão atue e o sistema digestivo funcione como estratégia de nutrição.

Para nos preservarmos devemos cuidar não só de nós mesmos, mas também das demais espécies com as quais temos uma conexão inseparável.

Neste contexto é importante promover a consciência planetária, a chamada ecopedagogia e valorizar a vida no planeta.

Outros planetas? É factível uma colônia em Marte, um mundo que não dispõe de oxigênio e até agora aparentemente escasso de água? E em Vênus, com uma temperatura de 470 graus e uma pressão atmosférica 90 atmosferas superior à terrestre?

Então, o paraíso é aqui, Paradise is here, como canta a adorável Tina Turner.

Por isto, no Forte Vermelho em Dehli, na Índia, está escrito: “Se existe paraíso na Terra, é aqui, é aqui, é aqui”. Seria só naquele lugar, pela arquitetura? O nosso planeta é lindo, precioso e a vida aqui vulnerável. Por isto, precisamos cuidar, preservar e valorizar essas condições de todas as formas.

Prof. Paulo Sergio Bretones – Departamento de Metodologia de Ensino/UFSCar – campus São Carlos.

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