Motor

GM fará ampla investida nos elétricos

Empresa promete oferecer 30 modelos 100% elétricos em todo o mundo até meados desta década
GM fará ampla investida nos elétricos
Para buscar o topo do ranking de vendas de SUVs que, em 2020, ficou com o T-Cross, a GM vai ampliar a produção do Tracker. Além da fábrica em São Caetano do Sul (SP), o modelo será produzido na planta de Rosário. Crédito da foto: Divulgação

A GM está se preparando para tornar todos os seus veículos leves livres de emissões até 2035. Para isso, a empresa promete oferecer 30 modelos 100% elétricos em todo o mundo até meados desta década. Nos EUA, 40% dos carros lançados pela fabricante até 2025 serão movidos a eletricidade.

O projeto foi desenvolvido em parceria com o Fundo de Defesa Ambiental (EDF) dos EUA. E faz parte do plano da empresa para se tornar neutra em emissões de carbono por produtos e operações globais até 2040.

Os passos para atingir tal meta incluem a utilização de energia renovável e o aproveitamento de compensações ou créditos mínimos de carbono. E são fruto de um investimento de US$ 27 bilhões (aproximadamente R$ 147 bilhões) na produção de veículos elétricos e autônomos nos próximos 5 anos.

O plano prevê formas de estimular o consumidor a utilizar a nova tecnologia e a construção de uma infraestrutura de carregamento de veículos elétricos. Para isso, mais de 2.700 carregadores rápidos devem ser instalados nos EUA até o fim de 2025. A GM promete ainda trabalhar para manter empregos.

“A GM está deixando claro que tomar medidas para eliminar a poluição de todos os veículos leves novos até 2035 é um elemento essencial do plano de negócios de qualquer fabricante de automóveis”, diz Fred Krupp, presidente do Fundo de Defesa Ambiental dos EUA.

Aporte

Mais da metade dos investimentos e da equipe de desenvolvimento de produtos da GM serão dedicados aos programas de veículos elétricos e autônomos. A empresa promete lançar nos próximos anos pelo menos uma opção elétrica em cada segmento, sejam SUVs, crossovers, picapes ou sedãs.

Nesse meio tempo, a empresa pretende aumentar a eficiência de seus veículos com motores a combustão. Para isso, deve adotar sistemas como o start & stop, que desliga e religa o motor automaticamente em paradas de semáforo, por exemplo.

Polêmica

A empresa pretende ainda acabar com uma polêmica acerca da fabricação de carros elétricos. Alguns grupos de ambientalistas afirmam que fazer modelos a bateria polui mais do que produzir carros com motor a combustão. Para isso, GM pretende fazer com que 100% da energia utilizada em suas instalações nos EUA seja renovável. Além de estimular o desenvolvimento de fontes alternativas de produção de energia, como eólica e fotovoltaica. Isso para ser utilizada no recarregamento das baterias de seus futuros veículos movidos a eletricidade.

Brasil

GM fará ampla investida nos elétricos
Empresa retomou plano de investimentos de R$ 10 bilhões, de modo a desenvolver as novas gerações da minivan Spin (foto) e da picape S10. Crédito da foto: Divulgação

Ao mesmo tempo, a GM vem reforçando estratégias que visam a manutenção da liderança de vendas do mercado brasileiro, por exemplo. Após retomar o plano de investimentos de R$ 10 bilhões, de modo a desenvolver as novas gerações da minivan Spin e da picape S10, a empresa prepara a fábrica de Alvear, em Rosário, na Argentina, para produzir o SUV Tracker e uma inédita picape de porte intermediário.

A norte-americana está decidida a conquistar o topo do ranking de vendas de SUVs que, em 2020, ficou com o Volkswagen T-Cross. Para tanto, precisa ampliar a produção do Tracker, que até agora é montado em São Caetano do Sul (SP). Assim, a planta de Rosário deverá ajudar a ampliar a oferta do modelo, bem como receber a linha de produção da futura rival da Fiat Toro.

A produção do Tracker na Argentina deve começar ainda neste ano. Já a nova picape deverá chegar ao mercado só em 2022. Portanto, até dezembro a empresa deve encerrar a produção da linha Cruze (hatch e sedã), para abrir espaço para o SUV compacto. A previsão inicial é de que da planta de Rosário saiam 5 mil unidades/mês.

Se isso se confirmar, a oferta do modelo passará a ser de cerca de 6.500 unidades/mês. Ou seja, o Tracker deve vir com tudo para cima do T-Cross. Paralelamente, a marca da GM desenvolve a inédita picape que, assim como o Tracker, vai utilizar a plataforma modular GEM, voltada especificamente para mercados emergentes.

O projeto da nova picape é mantido em segredo. Entretanto, é certo que o modelo vai compartilhar tudo com o Tracker, da arquitetura ao acabamento e mecânica.

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O tamanho do novo modelo será similar ao da Toro. Contudo, a picape da Chevrolet terá uma proposta mais urbana e não deve sequer oferecer versão 4×4.

O nome ainda é um mistério. Mas há rumores de que o modelo poderá ser batizado de Nova Montana. Afinal, a novidade vai aposentar de vez a picapinha derivada do Agile, e que estreou no Brasil há cerca de uma década.

A nova picape deverá ter motor 1.3 com turbo e câmbio automático de seis marchas, com potência de até 133 cv e torque de até 21,4 mkgf, com etanol. A tração será dianteira e a suspensão traseira terá eixo de torção. Dessa forma, a GM vai conseguir oferecer o novo modelo com preços competitivos.

Nos EUA

GM fará ampla investida nos elétricos
No Brasil, o Chevrolet Bolt é um dos poucos modelos 100% elétricos do mercado, comercializado desde 2020. Crédito da foto: Divulgação

A GM dos EUA revelou no domingo (14) o novo Chevrolet Bolt, compacto elétrico. Além da versão repaginada do modelo, também apresentou um “irmão maior” do compacto, um SUV um pouco maior, que foi batizado como Chevrolet Bolt EUV.

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Os dois modelos, construídos a partir da mesma base, devem chegar ao mercado americano em julho. (Estadão Conteúdo)

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