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Atualização deixa o Volkswagen Golf ainda melhor

Modelo enfrenta problemas nas vendas diante da concorrência dos SUVs
O Volkswagen Golf está na sétima geração e sua produção no Brasil foi retomada em 2016. Crédito da foto: Adalberto Vieira

A Volkswagen apresentou em meados de junho algumas mudanças na linha Golf e Golf Variant. Foram alterações estéticas superficiais e alguma mudanças mecânicas importantes, que deixam o carro e a station wagon ainda mais interessantes de dirigir. Ocorre que o Golf, como todos os hatchs médios existentes no mercado, está perdendo mercado para os SUVs e Crossovers, uma tendência mundial que também afeta boa parte dos sedãs médios. Praticamente pelo mesmo preço, o consumidor prefere levar um Crossover para casa, que dá a sensação de ser mais seguro por ter uma posição de dirigir mais elevada e muito apreciado pelas mulheres.

A devastação que os utilitários esportivos estão fazendo nas vendas dos hatchs médios é digna de nota. O detalhe que esses modelos são carros mundiais, sabidamente seguros e eficientes, mas que foram atingidos pelo modismo que não deve terminar tão cedo. Dos hatchs médios vendidos no Brasil, o que faz maior sucesso é o Chevrolet Cruze HB, um carro moderno, com motor turbo e esteticamente elogiável.

Foram vendidas 343 unidades do Cruze HB em junho, 405 em julho, perfazendo um total acumulado no ano de 3.239, um volume alcançado mensalmente por um SUV de média aceitação no mercado brasileiro. Na mesma situação estão o Ford Focus (1.900 unidades vendidas no ano); e Peugeot 308 (332 unidades vendidas em sete meses). As vendas do Golf, um carro que já foi um ícone da marca e continua elogiadíssimo por sua dirigibilidade e eficiência, são desanimadoras. Foram vendidas 290 unidades em junho, 187 em julho e 1.908 no acumulado do ano.

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Enquanto a perua Golf Variant é fabricada no México e importada pela marca, o Golf em suas três versões é produzido em São José dos Pinhais, Paraná. A pergunta é: até quando o modelo com vendas tão diminutas continuará a ser produzido no Brasil? A mesma fábrica já produziu de 1998 a 2014 o Golf de quarta geração, que dividia a plataforma com o Audi A3 daquela época. O A3 foi descontinuado em 2006, mas o Golf continuou. Não tivemos a quinta e sexta gerações e a fábrica só voltou a produzir o modelo, já na sétima geração, em fevereiro de 2016.

Mas o Golf é daqueles carros que têm uma legião de admiradores. Ele é fabricado há 44 anos e mais de 30 milhões de unidades já foram vendidas ao redor do mundo. Para manter o carro atualizado, a Volkswagen fez uma série de alterações no modelo. O motor 200 TSI Total Flex, que equipa a versão mais barata do Golf (Comfortline) teve sua potência aumentada de 125 cv para 128; o motor do Golf GTI 2.0 agora entrega 230 cv, ante 220 da versão anterior, mas perde uma configuração com câmbio manual. Dessa maneira, Golf e Golf Variant Comfortline e Highline chegam ao consumidor com câmbio automático de seis velocidades e o GTI é vendido exclusivamente com um câmbio automático de dupla embreagem também de seis marchas.

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O suplemento Motor avaliou durante uma semana um Golf Highline, com seu motor 1.4 turbo que rende até 150 cv de potência. O torque dessa versão se mantém em 25,5 kgfm tanto com etanol como gasolina, a partir de 1,5 mil rpm. É esse torque em baixa rotação que torna o carro extremamente gostoso de dirigir. Ele arranca muito rápido e faz retomadas também valentes.

O Golf nessa configuração intermediária em termos de potência oferece muito ao motorista, a começar pela posição de dirigir, com ajustes elétricos, e muito confortável. O carro oferece conforto na rodagem, mesmo tendo uma suspensão não muito macia.

Apesar de ser considerado um dos carrros nacionais mais interessantes de dirigir foram vendidas somente 1.908 unidades do modelo nos sete primeiros meses do ano. Crédito da foto: Adalberto Vieira

O carro justifica a fama de bastante estável e seguro. Faz curvas fechadas em velocidades mais rápidas sem qualquer problema. O carro oferece trocas manuais por meio da alavanca de câmbio ou nas borboletas localizadas atrás do volante. O câmbio automático de seis velocidades conversa bem com o motor e deixa o carro bastante elástico. Há ainda a opção S (de sport) na caixa de mudanças. Selecionado o modo esportivo, as mudanças de marcha passam a ser feitas com giros mais altos e a direção perde um pouco de assistência, ficando mais dura.

Todas as versões trazem como equipamento de série as luzes de uso diurno (DRL) de LED, sistema de infotainment Composition Media com tela sensível ao toque de 8 polegadas e App-Connect; câmera traseira e lanternas traseira em LED. A versão avaliada, a Highline, passou a ter os faróis interligados por um filete cromado que percorre a grade e é iluminado com LED. As lanternas também têm vários pontos em LED e luzes de seta que percorrem os conjuntos óticos de dentro para fora.
O carro pé bastante seguro. Recebeu cinco estrelas para proteção de adultos e crianças nos testes de colisão realizados pela Latin NCAP.

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O Golf de entrada (Comfortline), com motor 200 TSI, o mesmo do Polo, não é vendido mais com câmbio manual. Seu preço era de menos de R$ 80 mil. Com o câmbio automático e outras alterações, seu preço saltou para R$ 91.700. O Golf Highline parte de R$ 112.190 e a versão GTI tem preço inicial de R$ 143.790.

Mas o Golf também traz pacotes de equipamentos montados pelo fabricante. O carro avaliado tinha teto solar (pacote de R$ 4.800); Pacote de Roda (aro 17 com desenho exclusivo R$ 2.450) e Pacote Premium que, ao custo de R$ 9.900, inclui controle adaptativo de velocidade e distância (ACC); ajuste elétrico do banco do motorista; detector de fadiga; faróis com LED e DRL LED; park assist 2.0 e navegador incluído na tela multimídia. Ou seja, um carro que já não é barato custa R$ 112.190 –, com os pacotes atinge praticamente R$ 130 mil, o preço de um bom SUV compacto.

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