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Morre a pintora impressionista Raquel Taraborelli

O corpo será sepultado no cemitério Pax, em Sorocaba
Crédito da foto: Reprodução / Facebook

 

Faleceu no domingo (12) aos 63 anos, a pintora impressionista Raquel Taraborelli. Nascida em Avaré, ela vivia e trabalhava em Votorantim. O corpo está sendo velado nesta segunda (13) no Espaço Pax e o sepultamento está agendado para as 17h30 no Cemitério Pax.

Engenheira por formação, optou por fazer da pintura, hobby que descobriu aos 17 anos, em seu ofício. Mais do que trabalho, nas suas próprias palavras, encarava a pintura como “prazer eterno”. O incentivo em seguir o caminho das artes ocorreu em 1987, quando o então diretor do Museu de arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), Pietro Maria Bardi, como jurado no Salão de Artes Plásticas de Piedade, concedeu-lhe medalha de ouro. A fonte de inspiração de seus trabalhos vinham da natureza, da beleza das flores e dos impressionistas, especialmente Claude Monet.

No site da artista, que conta com a reprodução de dezenas de obras de sua autoria, há um texto de apresentação do jornalista Alexandre Garcia no qual afirma: “você pode olhar suas telas e dizer que delas saem a luz e as cores; que o sol e as sombras nos transmitem alegria e a vontade de entrar nas cenas. Você pode até adivinhar a hora do dia que está ali, à sua frente, pululando de vida. Você pode ver o ar. É a percepção aguçada pelo gosto e pela paleta de Raquel Taraborelli”.

Com uma intensa e fértil produção artística, Raquel descrevia como “pequeno ritual”, o hábito diário de chegar em seu ateliê e regar as plantas, passear pelo jardim e olhar o céu, antes de encarar as telas e pincéis. “Talvez a pintura tenha sempre me fascinado pela sensação de liberdade que ela me proporciona. É quase uma brincadeira entre cor e espaço, onde posso tocar e criar”, disse a artista em uma entrevista à Eliane Contreras.

Filha da artista, a cozinheira, autora e ilustradora Rita Taraborelli publicou nas redes sociais um depoimento emocionado de despedida de mãe. “Mãe, sua vida foi maravilhosa. Grande artista, peregrina, viajou e aproveitou esta vida como ninguém, muito nos ensinou. Pintora maravilhosa, feminina, retratava a natureza com maestria, teve sucesso e vivia esbanjando alegria”.

Em outro trecho, Rita menciona que sua mãe, desde criança, gostava de brincar no seu ateliê, abrir as gavetas de papel e trabalhar com tintas. “Como você entendia de cores, que bom gosto você tinha. Que alegria ser sua filha. Artista jardineira, viajante, amante de tarte tatin, que vida florida, quantas roseiras, dáhlias, lavandas, borboletas, gerânios e amarelinhas. Segue seu caminho de luz, sereno e florido, ele é lindo. Muita gratidão por ser minha mãe, por nos proporcionar tanto. Voa, teu ser é pura luz. Já estou com saudade, te amo”. (Felipe Shikama)

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