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Inverno também requer protetor solar

Os raios ultravioletas (UVA e UVB) continuam tão presentes quanto em qualquer época do ano
Inverno também requer protetor solar
A exposição ao sol, mesmo no inverno, deve ser controlada, para evitar complicações à saúde. Crédito da foto: Emidio Marques / Arquivo JCS (25/12/2019)

Apesar da estação climática indicar que é inverno, na região de Sorocaba tem prevalecido as altas temperaturas e os raios ultravioletas (UVA e UVB) continuam tão presentes quanto em qualquer época do ano. Por isso, especialistas afirmam que é comum a população se esquecer da necessidade de uso do protetor solar, o que pode trazer riscos severos a quem se expõe diariamente ao sol, como o surgimento de câncer de pele.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o câncer de pele é o tipo mais frequente no mundo e corresponde a cerca de 30% das neoplasias malignas no Brasil. Isso porque, de acordo com levantamento da entidade divulgado no final de 2019, mais de 60% dos brasileiros não usam nenhum tipo de proteção solar no dia a dia. “A melhor forma de prevenção ao câncer de pele é evitar expor-se ao sol, especialmente das 10h às 16h, e fazer uso diário de protetor solar para pele e lábios. Inclusive no inverno, mesmo que se tenha a impressão de que o calor do sol está moderado”, alerta o radio-oncologista do Instituto de Radioterapia São Francisco, Rafael Salera.

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O médico ainda lembra que quando a exposição ao sol for necessária, como no caso de pessoas que trabalham ao ar livre, é importante também a escolha de vestuário adequado.

Tipos

O câncer de pele é dividido em dois grandes grupos: melanoma e não melanoma. Os tumores não melanoma são constituídos principalmente pelo carcinoma basocelular (mais comum e menos agressivo) e o carcinoma epidermoide. Já o melanoma tem origem nas células produtoras de melanina (substância responsável pela pigmentação da pele). Este último é o subtipo mais agressivo, com maior propensão a causar metástases.

A exposição intensa ao sol, capaz de causar queimadura cutânea, parece contribuir mais para o surgimento do melanoma que outros tumores de pele. “Por esse motivo, é frequente que esse câncer se desenvolva em áreas como costas e pernas, que são usualmente protegidas do sol no dia a dia mas são regiões comumente acometidas por queimaduras graves em situações de exposição aguda e intensa à radiação solar”, explica o médico.

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“A exposição crônica à radiação UVA e UVB no dia a dia, que não é tão intensa a ponto de causar queimadura aguda, está associada aos tumores não melanoma, motivo pelo qual essas lesões são comuns em face, orelhas, dorso das mãos e antebraços”, explica Salera.

Fatores de risco

Segundo o médico, os principais fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de pele são: a exposição aos raios ultravioletas provenientes do sol ou câmaras de bronzeamento artificiais (proibidas no Brasil desde 2009); pele clara; cicatrizes de queimadura; doenças hereditárias, como albinismo e xeroderma pigmentoso; imunossupressão; e história pessoal ou familiar de neoplasia de pele.

Pesquisas científicas indicam que indivíduos com história de cinco ou mais queimaduras cutâneas graves causadas por raios solares na infância têm o dobro de chance de desenvolverem melanoma, comenta Salera.

Entre os principais sintomas do câncer de pele, os mais comuns são o surgimento de nódulos, manchas, feridas que não cicatrizam em mais de quatro semanas ou sangram com facilidade e lesões em forma de crosta ou de coloração escura. “É fundamental citar que a suspeita do câncer de pele baseada apenas na aparência das lesões é um desafio para os próprios profissionais de saúde. As pessoas devem ser encorajadas a buscarem atendimento médico especializado em caso de detecção de qualquer alteração cutânea”, alerta o médico. “É extremamente importante que a população conheça as formas de prevenção e se atente para o diagnóstico precoce a fim de se evitar tratamentos agressivos e, por outro lado, aumentar as taxas de cura”, finaliza. (Da Redação)

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