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Oriente Médio

EUA atacam Irã, que denuncia crime de guerra

Bombardeios iranianos também atingiram aliados americanos na região

09 de Julho de 2026 às 21:48
AFP
Ataque no Irã
Ataque no Irã (Crédito: Reprodução / AFP)

Novos combates eclodiram entre Estados Unidos e Irã ontem (9), antes do sepultamento do líder supremo Ali Khamenei, com as forças iranianas atacando aliados de Washington na região, em represália pelos ataques norte-americanos.

A ofensiva dos EUA, apesar de um protocolo de acordo firmado entre os dois países em 17 de junho, deixaram 17 mortos, segundo autoridades iranianas.

O Irã desafia Washington com sua intenção de cobrar pedágio dos navios que transitam pelo Estreito de Ormuz, algo que não fazia antes dos ataques israelenses e americanos de 28 de fevereiro, que desencadearam o atual conflito.

A República Islâmica afirmou que havia retomado seus ataques contra alvos americanos no Kuwait, Bahrein e Catar, enquanto soavam sirenes na Jordânia — outro aliado dos Estados Unidos —, onde o exército disse ter interceptado oito mísseis lançados a partir do Irã.

Os confrontos ocorreram enquanto o Irã se preparava para enterrar Khamenei, que morreu junto a familiares próximos no primeiro dia da guerra contra o Irã.

No último de seis dias de cerimônias fúnebres, o enterro de Khamenei ontem em sua cidade natal, Mashhad, foi acompanhado de perto em busca de sinais de seu filho Mojtaba Khamenei, que não apareceu em público desde sua nomeação como sucessor de seu pai como líder supremo.

Multidões de homens e mulheres vestidos de preto, muitos clamando por vingança, gritaram palavras de ordem como "haverá sangue", informaram repórteres correspondentes.

Os Estados Unidos atacaram o perímetro da única usina nuclear civil do Irã com um bombardeio ontem, informou a televisão estatal iraniana, citando o vice-governador da província de Bushehr.

O Ministério das Relações Exteriores iraniano afirmou que os ataques americanos tiveram como alvo infraestruturas civis, incluindo pontes ferroviárias, e classificou os bombardeios como um "flagrante crime de guerra".

Autoridades militares dos Estados Unidos disseram que os ataques desta quinta-feira atingiram aproximadamente 90 alvos militares iranianos, incluindo sistemas de defesa aérea e depósitos de mísseis e drones.

O exército iraniano afirmou ter atacado com drones um sistema interceptador de mísseis Patriot no Kuwait, um sistema de alerta antecipado no Catar e depósitos de combustível no Bahrein, como parte de suas ofensivas contra bases americanas na região.

Um alto funcionário da Defesa dos EUA afirmou que as dezenas de mísseis e drones lançados pelo Irã não causaram danos ou ferimentos significativos.

Enquanto isso, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que seu país está pronto para retomar a ofensiva militar contra o Irã "pela terceira vez, se necessário. Se tivermos que fazer isso de novo, faremos, e com ainda mais força." (AFP)

 

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