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Saúde

OMS monitora origem do surto de hantavírus

07 de Maio de 2026 às 21:30
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Tdros Adhanom, da OMS: possível origem na América do Sul
Tdros Adhanom, da OMS: possível origem na América do Sul (Crédito: CHRISTOPHER BLACK / DIVULGAÇÃO / AFP)

Um surto de hantavírus registrado no navio de Cruzeiro MV Hondius está mobilizando autoridades de saúde em diferentes países. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até ontem (7) foram reportadas três mortes, além de outros cinco casos confirmados e três suspeitos.

O navio, que saiu de Ushuaia, no sul da Argentina, no dia 1º de abril, seguiu rumo a Cabo Verde, na África. Agora, a embarcação continua a viagem até as Ilhas Canárias, na Espanha.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou que os casos estão ligados à cepa Andes do hantavírus, encontrada principalmente na Argentina e no Chile. Ela é considerada a única variante com registros documentados de transmissão entre humanos.

Ainda não há confirmação sobre a origem do surto, mas a OMS avalia que o primeiro passageiro infectado provavelmente teve contato com o vírus antes mesmo de embarcar no cruzeiro.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, o casal holandês que apresentou os primeiros casos havia feito uma viagem de observação de aves pela Argentina, Chile e Uruguai antes de entrar no navio, passando por áreas onde há roedores capazes de transmitir o vírus.

A Argentina pretende enviar especialistas a Ushuaia para investigar a possível origem da infecção. (Estadão Conteúdo)