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Guerra

Irã libera Estreito de Ormuz para cargas essenciais

Forças iranianas e americanas seguem busca por piloto desaparecido

04 de Abril de 2026 às 20:00
Cruzeiro do Sul [email protected]
Passagem marítima continua com restrições
Passagem marítima continua com restrições (Crédito: REPRODUÇÃO / FAZCOMEX)

O Irã autorizou a passagem de navios que transportam cargas essenciais e ajuda humanitária para seus portos por meio do Estreito de Hormuz. A informação foi publicada ontem (4) pela agência estatal iraniana Tasnim. A autorização foi dada em uma carta que estabelece que embarcações — inclusive as que já estão no Golfo de Omã — devem coordenar a travessia com autoridades iranianas e seguir protocolos específicos para cruzar a região, conforme noticiou o site UOL.

A medida não é uma reabertura completa da rota, mas uma flexibilização pontual para cargas essenciais e itens de ajuda humanitária. A autorização ocorre em meio à forte restrição ao tráfego marítimo feita na região pelo Irã, que o bloqueou após o início da guerra com Estados Unidos e Israel.

O Irã também anunciou que embarcações iraquianas podem cruzar o Estreito de Ormuz. “Anunciamos que o Iraque, nosso país irmão, não está sujeito às restrições que impusemos no Estreito de Ormuz e que tais restrições se aplicam apenas aos países inimigos”, declarou o porta-voz do comando das Forças Armadas iranianas, Ebrahim Zolfaghari, citado pela televisão estatal.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou ontem que deu ao Irã 48 horas para chegar a um acordo sobre a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz ou enfrentará um “inferno”.

“Lembrem de quando dei ao Irã dez dias para fechar um acordo ou abrir o Estreito de Ormuz. O tempo está acabando: 48 horas antes que todo o inferno desate sobre eles”, escreveu Trump em sua plataforma, Truth Social, em alusão ao ultimato feito em 26 de março.

Busca por piloto

Forças do Irã e dos Estados Unidos procuravam ontem um dos dois tripulantes do caça americano derrubado em território iraniano. Teerã afirmou que derrubou o F-15, e sites de notícia americanos reportaram que forças especiais dos Estados Unidos haviam resgatado um dos tripulantes.

A Rússia iniciou a retirada de 198 funcionários da usina nuclear de Bushehr, no Irã, após um novo ataque ontem, condenado por Moscou, que exige o fim imediato dos ataques “contra as instalações nucleares iranianas”.

Esse ataque dos Estados Unidos e de Israel atingiu a área da usina nuclear de Bushehr, causando a morte de um agente de segurança, mas sem danificar as instalações, informou um meio de comunicação estatal iraniano. (Da Redação, com informações da AFP)