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"No Kings"

Milhões de manifestantes protestam contra Trump

É a terceira vez que americanos saem às ruas no movimento chamado "No Kings"

28 de Março de 2026 às 20:00
Cruzeiro do Sul [email protected]
Atos aconteceram em Atlanta e outras cidades dos EUA
Atos aconteceram em Atlanta e outras cidades dos EUA (Crédito: ELIJAH NOUVELAGE / AFP (28/3/2026))

Milhões de pessoas protestaram ontem (28) nos Estados Unidos contra o presidente Donald Trump, irritadas com o que consideram uma guinada autoritária e contrária à lei. Esta é a terceira vez que os americanos saem às ruas em menos de um ano como parte de um movimento chamado “No Kings” (Sem Reis), a forma mais visível de oposição a Trump desde o início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025.

Os manifestantes agora têm um novo motivo de indignação: a guerra no Irã que Trump lançou junto com Israel, com objetivos e prazos de conclusão em constante mudança. Os protestos aconteceram em várias cidades, entre elas Atlanta, onde milhares de pessoas se reuniram em um parque para denunciar o autoritarismo.

Na cidade de West Bloomfield, em Michigan, perto de Detroit, as pessoas desafiaram temperaturas abaixo de zero para protestar. E em Washington, os participantes atravessaram uma ponte sobre o rio Potomac para seguir em direção ao Monumento Lincoln, cenário de manifestações históricas pelos direitos civis.

Os críticos de Trump questionam sua propensão a governar por decretos executivos, seu uso do Departamento de Justiça para perseguir opositores, sua negação das mudanças climáticas e a ofensiva contra programas de diversidade racial e de gênero.

Cuba

“Cuba é a próxima”, afirmou na sexta-feira (27) Trump, em uma nova ameaça à ilha caribenha que enfrenta um bloqueio de petróleo que asfixia sua economia.

O presidente republicano também descartou que as recentes ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã tenham provocado uma redução do apoio dentro do seu movimento Maga (“Make America Great Again”).

Em um discurso durante o fórum de investimentos FII Priority, financiado pela Arábia Saudita, Trump disse que o movimento Maga queria “força” e “vitória”. Ele citou como exemplo a captura, em janeiro, do então presidente venezuelano Nicolás Maduro.

“E Cuba, aliás, é a próxima. Mas finjam que eu não disse isso”, acrescentou. Na sequência, ele disse que a imprensa deveria ignorar a declaração, mas rapidamente repetiu “Cuba é a próxima” entre risadas do público que acompanhava o fórum em Miami.

Iêmen

Os rebeldes huthis do Iêmen entraram na guerra do Oriente Médio ontem com um ataque contra Israel, o primeiro executado pelo grupo aliado do Irã após um mês do conflito que abalou a economia mundial.

A intervenção do grupo pró-iraniano ameaça perturbar a navegação pelo Mar Vermelho, alternativa para algumas monarquias petrolíferas ao Estreito de Ormuz, bloqueado pelas forças iranianas.

A guerra começou em 28 de fevereiro com ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

Desde então, o conflito se propagou por toda a região, o que afeta a economia global, em particular devido aos problemas de abastecimento e aos preços elevados do petróleo e do gás. (Da Redação, com informações da AFP)