Buscar no Cruzeiro

Buscar

Sem trégua

Irã diz que não negocia e que continuará ‘resistindo’

25 de Março de 2026 às 21:25
Cruzeiro do Sul [email protected]
Bombardeios seguem no Irã (foto), em Israel e no Líbano
Bombardeios seguem no Irã (foto), em Israel e no Líbano (Crédito: ATTA KENARE / AFP (25/3/2026) )

O Irã “não tem a intenção de negociar”, mas sim de “continuar resistindo”, afirmou ontem (25), na televisão estatal, o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, sobre o diálogo entre os dois países mencionado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos últimos dois dias.

“Falar agora de negociações equivaleria a reconhecer uma derrota”, afirmou Araghchi. A República Islâmica quer “pôr fim à guerra em seus próprios termos, de modo que não volte a se repetir nunca mais”, acrescentou.

No caso de uma invasão terrestre dos Estados Unidos, o Irã abrirá um novo front em um estreito-chave para o tráfego marítimo mundial, que conecta o mar Vermelho ao golfo de Áden, advertiu uma fonte militar citada pela agência Tasnim. Bab el-Mandeb, passagem obrigatória rumo ao canal de Suez, “figura entre os estreitos mais estratégicos do mundo, e o Irã possui tanto a vontade quanto a capacidade de gerar uma ameaça”, advertiu essa fonte.

As negociações com o Irã continuam, garantiu o governo norte-americano em comunicado, que ressaltou que o presidente Donald Trump “vai desencadear o inferno” se Teerã não aceitar um acordo. “As conversas continuam. São produtivas”, disse a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, em entrevista coletiva.

O governo iraniano tem afirmado desde segunda-feira (23) que são falsos os relatos de negociação. Trump anunciou nesse dia que havia decidido retirar sua ameaça de atacar a infraestrutura energética iraniana porque Teerã havia aceitado essas conversas por meio de intermediários.

“Se o Irã não aceitar a realidade do momento atual, se não entender que foi derrotado militarmente e que continuará sendo, o presidente Trump garantirá que receba golpes mais duros do que quaisquer que já tenha recebido antes‘, declarou Karoline Leavitt. (AFP)