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Ataque

Petro diz que bombardeio do Equador deixou 27 mortos

Noboa disse que Colômbia não combate grupos armados na fronteira

17 de Março de 2026 às 22:07
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Presidente da Colômbia denunciou ataque em seu país
Presidente da Colômbia denunciou ataque em seu país (Crédito: OLIVER CONTRERAS / ARQUIVO AFP (5/2/2026))

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse ontem (17) que o Equador foi o responsável por um bombardeio no território colombiano na região da fronteira. Segundo Petro, 27 corpos foram encontrados carbonizados e uma bomba foi achada perto do local das mortes.

“Os bombardeios na fronteira entre Colômbia e Equador não parecem ser nem de grupos armados [ilegais], que não têm aviões, nem das forças públicas da Colômbia. Eu não dei essa ordem. Há 27 corpos carbonizados e a explicação apresentada não é crível”, afirmou Petro na publicação nas redes sociais.

O presidente do Equador, Daniel Noboa, por sua vez, acusa a Colômbia de não fazer o suficiente no combate aos grupos armados na fronteira, que depois cruzam para o Equador, onde a violência do narcotráfico atinge níveis históricos.

O ataque ocorre no momento em que o Equador lança uma dura ofensiva de duas semanas com estritos toques de recolher para tentar subjugar os cartéis com o apoio dos Estados Unidos.

O Equador está “bombardeando os locais que serviam de esconderijo” para grupos criminosos “em grande parte colombianos, que o próprio governo deles permitiu que se infiltrassem em nosso país por descuido com sua fronteira”, afirmou Noboa no X.

Aliado fiel de Washington na região, o governo equatoriano atacou na semana passada um campo de treinamento de uma dissidência das Farc na província equatoriana fronteiriça de Sucumbíos (nordeste).

Equador e Colômbia compartilham uma fronteira de cerca de 600 quilômetros por onde circulam guerrilhas colombianas e organizações criminosas de ambos os países. (Da Redação, com informações da AFP)