Oriente Médio
Irã avisa que guerra poderá ser longa
O Irã atacou ontem (11) navios no Estreito de Ormuz, crucial para o transporte de petróleo, e assegurou que está preparado para uma guerra longa que “destruirá” a economia mundial. Pouco depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu que o conflito terminará “em breve” e que “praticamente não resta nada para atacar no Irã”.
Em Teerã, capital iraniana, os habitantes “estão se acostumando a viver apesar de tudo e a se adaptar, o melhor que podem, a esta situação”, disse um morador. “Depositamos nossa fé em Deus. Por enquanto, há comida”, afirmou com certa resignação Mahvash, de 70 anos.
A guerra iniciada em 28 de fevereiro com o ataque dos Estados Unidos e de Israel que matou o líder supremo iraniano Ali Khamenei mergulhou o Oriente Médio e o mercado petrolífero no caos.
O fechamento, na prática, do Estreito de Ormuz e os ataques iranianos às monarquias petrolíferas do Golfo Pérsico fizeram disparar o preço do petróleo.
O Irã também ameaçou os “centros econômicos e bancos”, que considera vinculados aos interesses americanos e israelenses, o que levou o Citi e a consultoria Deloitte a evacuar seus escritórios em Dubai.
Os Estados Unidos e Israel “devem considerar a possibilidade de se verem envolvidos em uma guerra de desgaste de longo prazo que destruirá toda a economia americana e a economia mundial”, declarou Ali Fadavi, assessor do comandante-chefe da Guarda Revolucionária.
Analistas acreditam que o fechamento prolongado do estreito, por onde também circula um terço dos fertilizantes usados na produção mundial de alimentos, teria um efeito devastador na economia global, especialmente na Ásia e na Europa. (AFP)