Conflito
Guerra se espalha no Oriente Médio
Exército israelense invade o sul do Líbano após ataques do grupo Hezbollah e França envia porta-aviões
Caças de Israel e dos Estados Unidos bombardearam o centro de Teerã ontem (3), enquanto o Irã intensificou seus ataques a instalações petrolíferas e a locais de interesses americanos no Golfo Pérsico no quarto dia de uma guerra que não dá sinais de trégua.
Os ataques de ambas as partes se intensificaram, incluindo as monarquias petrolíferas, como Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos, deixando dezenas de milhares de viajantes retidos, paralisando o Estreito de Ormuz e fazendo disparar o preço do petróleo. A França enviou um porta-aviões e fragatas.
O número de mortos na guerra, iniciada no sábado (28), com os bombardeios conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, supera a marca de 780 no território iraniano, segundo o Crescente Vermelho local.
O exército israelense anunciou ontem que está criando uma zona de segurança no sul do Líbano, após os ataques recebidos do movimento xiita Hezbollah, no contexto da ofensiva no Irã. Forças israelenses entraram, no mesmo dia, em uma área fronteiriça no sul do Líbano.
“O Comando Norte continuou avançando (...) e está criando uma zona de segurança, como prometemos, entre nossos habitantes e qualquer tipo de ameaça”, afirmou Effie Defrin, porta-voz do exército israelense.
O Hezbollah, apoiado pelo Irã há décadas, lançou foguetes contra Israel, que respondeu bombardeando bairros do sul de Beirute e dezenas de povoados no sul do Líbano, dois redutos do movimento xiita.
O presidente norte-americano, Donald Trump, considerou que o plano executado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã está indo bem.
“Praticamente tudo foi destruído”, disse Trump aos jornalistas durante uma reunião com o chanceler alemão, Friedrich Merz, em Washington.
Trump também pediu aos manifestantes no Irã que esperem antes de tomar medidas importantes até que a situação se estabilize. “Dissemos: não façam isso ainda. Se vão sair para protestar, não façam isso ainda”, acrescentou.
O presidente revelou que os bombardeios mataram aqueles que Washington considerava possíveis sucessores de Khamenei, e que outro ataque “importante” atingiu uma reunião para escolher a nova liderança. “A maioria das pessoas em quem pensávamos morreu”, disse. “Agora temos outro grupo (de dirigentes). Pode ser que também estejam mortos, segundo relatos”.
O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou o envio de reforços militares ao Oriente Médio, incluindo o porta-aviões Charles de Gaulle e sua escolta de fragatas, que já estão a caminho do Mediterrâneo.
Em resposta, o Irã começou a atacar países que são aliados dos Estados Unidos, mirando especialmente contra bases militares e os interesses de Washington na região.
Macron também anunciou que enviará aviões Rafale, sistemas de defesa antiaérea e de radar aerotransportado, que foram mobilizados “nas últimas horas”; e que enviará para o Chipre a fragata Languedoc e meios antiaéreos. (Da Redação, com informações da AFP)