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Reforma trabalhista de Milei avança após paralisação na Argentina

20 de Fevereiro de 2026 às 22:00
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Deputados aprovaram ontem o texto, que voltará ao Senado
Deputados aprovaram ontem o texto, que voltará ao Senado (Crédito: LUIS ROBAYO / AFP (20/2/2026))

 

A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na madrugada de ontem (20), a reforma trabalhista promovida pelo governo de Javier Milei, uma etapa importante, mas não definitiva, para a sanção, após um dia de greve geral no país.

O projeto, um objetivo crucial da segunda metade do mandato de Milei, havia sido aprovado pelo Senado na semana passada, mas sofreu modificações na Câmara dos Deputados, o que significa que deverá retornar à Câmara Alta para a aprovação definitiva, que o governo espera obter antes de março.

Após quase 11 horas de debate, os deputados aprovaram a lei com 135 votos a favor e 115 contrários. Milei celebrou a aprovação em um comunicado publicado na rede social X. Ele afirmou que a reforma está “destinada a acabar com mais de 70 anos de atrasos nas relações de trabalho dos argentinos”.

A reforma foi considerada “regressiva e inconstitucional” pela central sindical argentina CGT por reduzir indenizações, ampliar a jornada de trabalho para até 12 horas e limitar o direito de greve, entre outros pontos.

A votação na Câmara dos Deputados aconteceu após a greve geral na quinta-feira (19), que teve uma grande adesão, segundo a CGT. O governo afirma que a reforma ajudará a reduzir a informalidade, que atinge mais de 40% do mercado de trabalho no país. (AFP)