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Manifestação

Protestos no Irã deixam ao menos 648 mortos

12 de Janeiro de 2026 às 21:00
Cruzeiro do Sul [email protected]
Iranianas lembram de mulheres mortas e que estão presas
Iranianas lembram de mulheres mortas e que estão presas (Crédito: ATTA KENARE / AFP (10/1/2026))

Pelo menos 648 manifestantes morreram no Irã desde 28 de dezembro, início do movimento de protesto contra o governo, anunciou ontem (12) a ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega.

“A comunidade internacional tem o dever de proteger os manifestantes civis frente às matanças cometidas pela República Islâmica”, declarou o diretor da ONG, Mahmood Amiry Moghaddam, ao informar o novo balanço de mortos.

Mulheres estão realizando um novo protesto simbólico contra o regime do Irã, combinando a queima de fotos do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, com o ato de fumar, prática historicamente estigmatizada para mulheres na região. A ação desafia simultaneamente a autoridade do regime e as normas sociais impostas às mulheres, em meio a protestos generalizados no país.

Imagens do protesto feminino estão ganhando força nas redes sociais. Embora se acredite que parte dos vídeos e fotos tenha sido produzida no Irã, o primeiro vídeo viral foi gravado por uma mulher iraniana residente em Toronto, no Canadá, segundo a mídia internacional.

A iniciativa marca um novo capítulo nos protestos liderados por mulheres no país, que ganharam atenção internacional após a morte de Mahsa Amini em 2022. (AFP e Estadão Conteúdo)