Manifestação
Protestos no Irã deixam ao menos 648 mortos
Pelo menos 648 manifestantes morreram no Irã desde 28 de dezembro, início do movimento de protesto contra o governo, anunciou ontem (12) a ONG Iran Human Rights (IHR), com sede na Noruega.
“A comunidade internacional tem o dever de proteger os manifestantes civis frente às matanças cometidas pela República Islâmica”, declarou o diretor da ONG, Mahmood Amiry Moghaddam, ao informar o novo balanço de mortos.
Mulheres estão realizando um novo protesto simbólico contra o regime do Irã, combinando a queima de fotos do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, com o ato de fumar, prática historicamente estigmatizada para mulheres na região. A ação desafia simultaneamente a autoridade do regime e as normas sociais impostas às mulheres, em meio a protestos generalizados no país.
Imagens do protesto feminino estão ganhando força nas redes sociais. Embora se acredite que parte dos vídeos e fotos tenha sido produzida no Irã, o primeiro vídeo viral foi gravado por uma mulher iraniana residente em Toronto, no Canadá, segundo a mídia internacional.
A iniciativa marca um novo capítulo nos protestos liderados por mulheres no país, que ganharam atenção internacional após a morte de Mahsa Amini em 2022. (AFP e Estadão Conteúdo)