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Trump cancelou 2º ataque após soltura de presos na Venezuela

Presidente dos EUA deve receber María Corina na semana que vem

09 de Janeiro de 2026 às 22:12
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Parentes aguardam a libertação de presos políticos
Parentes aguardam a libertação de presos políticos (Crédito: PEDRO MATTEY / AFP (9/1/2026))

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ter cancelado uma segunda onda de ataques contra a Venezuela, onde familiares aguardam ansiosos após o início da libertação de presos políticos.

O governo norte-americano mantém a pressão no Caribe, onde apreendeu um quinto navio petroleiro, o Oliana, carregado com petróleo venezuelano e que tentava “escapar das forças americanas‘, anunciou a secretária de Segurança Nacional, Kristi Noem.

Trump recebeu na Casa Branca líderes de quase 20 multinacionais petroleiras para traçar o futuro do setor na Venezuela, entre elas as principais empresas do setor ou a espanhola Repsol, que já opera no país sul-americano.

O presidente americano assegurou que estas empresas estão dispostas a investir até US$ 100 bilhões (equivalente a R$ 538 bilhões) para reativar a exploração petroleira venezuelana, que durante décadas foi a mais importante da região e que agora extrai apenas um milhão de barris diários, menos de um terço do volume em sua fase áurea.

“A Venezuela está libertando grandes quantidades de presos políticos como sinal de que estão ‘buscando a paz’ (...) Por esta cooperação, cancelei uma segunda onda de ataques prevista”, escreveu Trump ontem (9) em sua plataforma Truth Social.

Trata-se de “um gesto muito importante e inteligente” do governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, acrescentou Trump.

“Não estamos subordinados, nem estamos subjugados”, disse Delcy Rodríguez na quinta-feira (8), em uma homenagem aos cerca de cem mortos na operação americana, incluindo 32 cubanos.

Os primeiros libertados foram cinco espanhóis, entre eles a ativista de direitos humanos Rocío San Miguel, com dupla nacionalidade.

María Corina

Trump deve receber na próxima semana María Corina Machado, que lhe ofereceu seu prêmio Nobel da Paz.

“Entendo que ela virá em algum momento na próxima semana. Estou ansioso para cumprimentá-la”, disse o presidente americano em entrevista ao canal Fox News. Ele considerou que “seria uma grande honra” se ela lhe desse o Nobel da Paz, que ele próprio cobiçava. (AFP)