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Em entrevista

Trump nega que há guerra e fala em ‘consertar’ a Venezuela

Presidente dos EUA descartou nova eleição no prazo de 30 dias

06 de Janeiro de 2026 às 20:30
Cruzeiro do Sul [email protected]
"Estamos em guerra com quem vende drogas", disse Trump (Crédito: MANDEL NGAN / AFP (6/1/2026))

O presidente Donald Trump disse, em entrevista à NBC News, que os Estados Unidos não estão em guerra com a Venezuela. “Não, não estamos (em guerra)”, disse Trump. “Estamos em guerra com quem vende drogas. Estamos em guerra com quem esvazia suas prisões em nosso país, com seus viciados em drogas e com seus hospitais psiquiátricos”, afirmou.

Questionado sobre os rumos políticos após a captura do ex-ditador Nicolás Maduro, o presidente descartou a possibilidade de a Venezuela passar por uma nova eleição em 30 dias.

“Primeiro precisamos consertar o país. Não dá para ter eleição. Não há a menor chance de as pessoas sequer votarem”, disse Trump sobre a possibilidade de uma votação no próximo mês.

“Não, vai levar um tempo. Precisamos... precisamos cuidar para que o país se recupere.”

Durante os 20 minutos de entrevista, Trump afirmou que os EUA podem subsidiar um esforço das empresas petrolíferas para reconstruir a infraestrutura energética do país. Projeto que, segundo ele, levaria menos de 18 meses.

“Acho que podemos fazer isso em menos tempo, mas vai custar muito dinheiro”, disse ele. “Uma quantia enorme terá que ser gasta, e as companhias petrolíferas vão gastar, e depois serão reembolsadas por nós ou através da receita.”

Caracas

Três dias após a operação militar que capturou Nicolás Maduro e o levou para ser julgado nos Estados Unidos, cidadãos venezuelanos tentam retomar a vida normal de volta das viagens de fim de ano e as lojas começam a abrir, apesar do cenário de incertezas econômicas com o desemprego e uma inflação anual em torno de 500%. O relato foi feito, direto de Caracas, pelo jornalista Omar Lugo, correspondente internacional na Venezuela, entrevistado pela Rádio Eldorado.

Na noite de segunda-feira (5), seguranças do palácio presidencial de Miraflores dispararam contra drones que o governo classificou como “espiões”, mas sem dar mais detalhes. Grupos paramilitares chavistas são vistos nas ruas ‘intimidando as pessoas‘, disse Lugo. Ele apontou que, segundo informações extraoficiais, a ação militar do último sábado deixou 80 mortos, dos quais 32 foram oficialmente confirmados pelo governo de Cuba por serem cidadãos cubanos que faziam a segurança de Maduro. (Estadão Conteúdo e AFP)