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Venezuela

Intervenção militar dos EUA surpreende venezuelanos

03 de Janeiro de 2026 às 22:00
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População foi à rua para comemorar deposição de Maduro
População foi à rua para comemorar deposição de Maduro (Crédito: LUIS ACOSTA / AFP (3/1/2026))

A operação militar para capturar e retirar de Caracas o líder venezuelano Nicolás Maduro exigiu “meses de planejamento e ensaios” e contou com o uso de mais de 150 aeronaves dos Estados Unidos, afirmou ontem (3) o chefe do Estado-Maior, o general Dan Caine.

Os EUA lançaram uma série de ataques aéreos contra a Venezuela durante a madrugada. As explosões foram ouvidas pouco antes das 2h locais (3h em Brasília) em Caracas e arredores e continuaram até as 03h15 (4h15 em Brasília).

Imagens que circulavam nas redes sociais mostravam mísseis cruzando o céu e depois explodindo. Também foram vistos helicópteros sobrevoando Caracas.

Explosões seguidas por colunas de fumaça e incêndios tiveram como alvo Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, sede do Ministério da Defesa e da Academia Militar. De grande porte, abriga não só instalações militares como também conjuntos habitacionais para tropas, onde vivem milhares de famílias.

Moradores de Caracas foram surpreendidos pela ação militar. Eles saíram às ruas mais tarde, quando a situação ficou mais tranquila: os favoráveis a Maduro protestaram contra sua captura e os contrários comemoraram. Manifestações com bandeiras venezuelanas se estenderam durante o dia em várias pontos da capital venezuelana. (Da Redação, com informações da AFP)