Reféns libertados
Trump e árabes assinam acordo para Faixa de Gaza
Hamas libertou ontem os últimos 20 reféns israelenses que estavam vivos
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza ontem (13), junto com os países que contribuíram para mediar a trégua: Egito, Catar e Turquia. O republicano disse que o acordo coloca os países como garantidores do cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista Hamas.
Antes do início da cúpula, o presidente egípcio Abdel Fatah Al-Sissi disse que Trump era o “único” capaz de trazer paz à região. Israel e Hamas foram pressionados pelos Estados Unidos, países árabes e Turquia a concordarem com a primeira fase do cessar-fogo. A trégua começou na sexta-feira (10).
Mas permanecem grandes questões sobre o que acontecerá a seguir, com temores de um possível retorno à guerra. O encontro reflete a vontade internacional de dar sequência ao acordo.
Mais de 20 líderes mundiais participaram da cúpula, incluindo o rei Abdullah da Jordânia, o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, o emir do Catar Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, o presidente da França Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido Keir Starmer e o chanceler da Alemanha Friedrich Merz.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, não participou do evento por conta de um feriado judaico. Já o presidente da Autoridade Palestina (AP), Mahmoud Abbas, compareceu e cumprimentou Trump. Israel rejeitou que a AP assumisse qualquer papel em Gaza, mas o plano do presidente americano prevê que uma entidade palestina revitalizada pudesse assumir o controle do território no futuro.
Mais cedo, o presidente americano esteve em Israel e discursou no parlamento israelense.
Reféns
Pela manhã, os últimos 20 reféns israelenses vivos foram libertados pelo Hamas. Israel também libertou 2 mil prisioneiros palestinos por conta do acordo.
Os corpos de quatro reféns mortos durante o cativeiro em Gaza foram entregues pelo Hamas a Israel através da Cruz Vermelha, anunciou o exército israelense. O Hamas ainda mantém em Gaza os restos de outros 24 reféns, que aceitou entregar a Israel no âmbito do acordo de cessar-fogo.
O grupo palestino e suas milícias aliadas fizeram 251 reféns durante seu ataque sem precedentes contra o sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.
O ataque do Hamas em território israelense causou a morte de 1.219 pessoas, a maioria civis, segundo uma contagem baseada em dados oficiais israelenses. Muitos retornaram a Israel em tréguas anteriores.
Em Gaza, o Ministério da Saúde controlado pelo governo do Hamas anunciou ontem que 67.869 pessoas morreram na ofensiva lançada por Israel no território palestino. (Estadão Conteúdo e AFP)