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Tempestades

Exército lidera resgates após enchentes na Espanha

Autoridades contaram ontem 205 mortos, a maioria na região de Valência

01 de Novembro de 2024 às 23:11
Cruzeiro do Sul [email protected]
Há lentidão na ajuda que chega às famílias atingidas e escassez de água e alimentos
Há lentidão na ajuda que chega às famílias atingidas e escassez de água e alimentos (Crédito: MANAURE QUINTERO / AFP (1/11/2024))

As equipes de resgate revisaram para 205 o número de mortos nas piores inundações da Espanha em décadas, enquanto o governo enviou mais tropas em uma busca cada vez mais desesperada por sobreviventes. Quase 2 mil militares trabalham para aliviar a situação da região de Valência. Há lentidão da ajuda, falta de energia, queda das comunicações e ameaça de escassez de alimentos e água.

Os serviços de emergência de Valência elevaram ontem (1º) o balanço de mortos na região entre 150 e 202, que somados aos três de Castela-Mancha e Andaluzia aumentaram para 205 o número de vítimas das tempestades e inundações de terça-feira, em um balanço ainda “provisório”.

“Se for necessário, estarão presentes 120 mil” militares, prometeu a ministra da Defesa, Margarita Robles, em entrevista à televisão estatal TVE.

As fortes tempestades de terça-feira, que despejaram em poucas horas uma quantidade de chuva equivalente à esperada para um ano, provocaram inundações que destruíram pontes, arrasaram casas e amontoaram centenas de veículos que dificultam o deslocamento dos serviços de emergência. Muitos desses carros “estão vazios, mas outros, temos certeza, estão cheios”, disse Amparo Fort, prefeita do município de Chiva, à rádio estatal RNE.

As autoridades não informaram o número de desaparecidos, mas em um momento em que dezenas de milhares de pessoas não têm sinal em seus celulares ou mesmo eletricidade para carregá-los, é possível que muitas não tenham conseguido informar se estão bem.

Aos problemas normais resultantes da situação, somaram-se os saques, contra os quais o Governo prometeu firmeza e que já resultaram em 50 prisões. (AFP)