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Conflito

Resposta a ataque do Irã ‘será dolorosa’, diz Israel na ONU

Contraofensiva após lançamento de mísseis seria de "surpresa" e com "precisão"

02 de Outubro de 2024 às 21:10
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Embaixador de Israel condenou o ataque iraniano
Embaixador de Israel condenou o ataque iraniano (Crédito: STEPHANIE KEITH / GETTY IMAGES / AFP (2/10/2024)

O embaixador de Israel junto à Organização das Nações Unidas (ONU), Danny Danon, condenou o ataque do Irã ao país. As forças israelenses responderão à ofensiva com força, segundo Danon. “O Irã sentirá em breve as consequências das suas ações. A resposta será dolorosa”, afirmou.

Israel está planejando uma resposta ao ataque lançado pelo Irã contra o território israelense. Segundo as autoridades israelenses, a resposta irá comprovar as capacidades de “surpresa” e “precisão” de Israel.

Na terça-feira (1º), o Irã disparou 181 mísseis balísticos contra Israel. Projéteis cruzaram os céus de cidades importantes, como Tel Aviv e Jerusalém. Boa parte do ataque foi interceptada pelos sistemas de defesa de Israel.

Após o ataque, o primeiro-ministro de Israel, Benajmin Netanyahu, classificou a ação iraniana como um “grande erro” e disse que o Irã irá “pagar” pelo ataque.

O governo do Irã afirmou que o ataque era uma retaliação pelas mortes do líder político do grupo terrorista Hamas, Ismail Haniyeh, assassinado por uma bomba plantada possivelmente pela inteligência de Israel no quarto de hóspedes de uma base militar em Teerã, e de Hassan Nasrallah, o líder do Hezbollah, a milícia xiita radical do Líbano apoiada e financiada pelos iranianos. A mensagem do Irã é que considera sua resposta “encerrada”, mas que atacará novamente se Israel promover qualquer ação em represália.

O chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, general Herzi Halevi, disse na terça-feira que as Forças de Defesa de Israel (FDI) responderiam com capacidades ofensivas surpreendentes o ataque iraniano.

O enviado especial do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU), Amir Saeid Iravani, afirmou ontem que a única forma de parar uma escalada da guerra no Oriente Médio é interromper as ofensivas de Israel contra a Faixa de Gaza, o Líbano e a Síria. “O Conselho de Segurança da ONU precisa intervir”, defendeu Iravani, segundo a agência de notícias turca Andolu Agency.

O iraniano também afirmou que Teerã agiu de acordo com o direito de defesa determinado por regras internacionais e que o ataque de mísseis balísticos “foi necessário e proporcional aos contínuos atos terroristas de Israel”.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que não apoia um ataque de Israel contra instalações nucleares do Irã. Ainda que mantenha seu apoio histórico ao aliado israelense, o democrata pontuou que “a resposta é não” para uma ofensiva nesses locais.

Biden também disse que o G7 estava trabalhando em uma declaração em resposta à situação no Oriente Médio e que haverá sanções impostas ao Irã. “O presidente Biden reforçou o firme compromisso dos Estados Unidos com a segurança de Israel”, descreve comunicado da Casa Branca.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmaram que Israel tem o direito de “autodefesa, diante de uma agressão inaceitável”, em referência ao ataque iraniano a Israel. “Um cessar-fogo imediato no Líbano e em Gaza é necessário para criar o espaço para permitir soluções política”, afirmaram.

Voos

Companhias aéreas decidiram cancelar ou desviar voos da rota da Europa para a Ásia, que deveriam cruzar o corredor aéreo que separa Irã e Israel. No total, 81 voos de 16 empresas mudaram o trajeto também por conta do fechamento do espaço aéreo na região, tomando uma rota alternativa. (AFP e Estadão Conteúdo)