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Guerra

Irã lança mísseis contra Israel

Ataques se ampliam no Oriente Médio; defesa israelense interceptou parte dos projéteis

01 de Outubro de 2024 às 22:29
Cruzeiro do Sul [email protected]
Rastros dos mísseis cruzaram o céu de Tel Aviv e população se protegeu em abrigos
Rastros dos mísseis cruzaram o céu de Tel Aviv e população se protegeu em abrigos (Crédito: JACK GUEZ / AFP (1/10/2024))

Irã disparou dezenas de mísseis contra Israel, no segundo ataque deste tipo em quase seis meses. “Esse ataque terá consequências. Temos planos e agiremos no lugar e no momento que decidirmos”, reagiu o porta-voz do Exército israelense, Daniel Hagari.

As forças armadas israelenses interceptaram um grande número de mísseis e afirmou que o Irã disparou cerca de 180 projéteis contra o país. Os artefatos explosivos eram visíveis por seus rastros luminosos. Sirenes de alarme antiaérea soaram em todo o território israelense e dezenas de explosões foram ouvidas sobre Jerusalém. O país fechou seu espaço aéreo durante o ataque, mas o reabriu pouco depois, informaram as autoridades aeroportuárias em um comunicado.

Na região de Tel Aviv, os serviços de emergência relataram dois feridos leves. Na Cisjordânia ocupada, um palestino morreu em Jericó devido a fragmentos de um míssil derrubado. Cerca de uma hora após o ataque, o exército israelense anunciou à população que já podia sair dos abrigos.

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, afirmou que o ataque era uma resposta às mortes do chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, na semana passada, e do líder do Hamas, Ismail Haniyeh, em 31 de julho.

Em um comunicado, os iranianos ameaçaram realizar “ataques devastadores” se Israel responder ao ataque de ontem (1º). Também informaram que miraram “três bases militares ao redor de Tel Aviv” em um outro documento divulgado pela agência Isna.

O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, disse que o ataque de Teerã era “totalmente inaceitável” e instou “o mundo todo” a “condená-lo”. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, pediu, por sua vez, o fim da “espiral de violência‘ na região.

Israel trava uma guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza em resposta ao ataque do grupo islamista palestino contra o sul de seu território em 7 de outubro de 2023. O exército israelense também combate o movimento libanês pró-iraniano Hezbollah, que abriu uma frente contra Israel em apoio ao Hamas.

Além dos mísseis iranianos, Tel Aviv também foi abalada ontem por um ataque com armas automáticas ocorrido no bairro de Jaffa, o qual deixou oito mortos além de feridos. O atentado foi realizado por dois indivíduos, que foram “neutralizados”, indicou a polícia israelense.

Não é a primeira vez que o Irã ataca diretamente seu arqui-inimigo nos últimos meses. Em 13 de abril, Teerã disparou cerca de 350 drones explosivos e mísseis contra Israel, em resposta a um bombardeio mortal que atribuiu aos israelenses contra o consulado iraniano em Damasco, capital da Síria.

Brasileiros

O primeiro voo para resgatar brasileiros no Líbano decola do Rio de Janeiro hoje (2). A informação foi divulgada ontem (1º) pela Força Aérea Brasileira (FAB). A previsão inicial é trazer de volta ao Brasil 220 brasileiros que estão em territórios afetados pelo conflito entre Israel e Líbano, segundo a FAB.

A aeronave Embraer KC-30 vai levar militares da área de saúde, como médico, enfermeiro e psicólogo para prestar o apoio necessário durante a missão. A decolagem será da Base Aérea do Galeão, com escala em Lisboa (Portugal) e destino Beirute (Líbano).

O retorno ao Brasil vai depender de outras avaliações, como a segurança do voo, conforme a FAB. De acordo com o Itamaraty, a embaixada no Líbano está em contato com a comunidade brasileira e com as autoridades locais. (AFP e Agência Brasil)