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Crise diplomática

Venezuela protesta contra Espanha por contestar eleição

13 de Setembro de 2024 às 22:00
Cruzeiro do Sul [email protected]
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A Venezuela não vai permitir uma “ação intervencionista” da Espanha, disse ontem (13) o chanceler Yván Gil em meio a uma crise diplomática provocada por questionamentos à reeleição do presidente Nicolás Maduro e o asilo que será concedido a seu adversário em Madri. Gil recebeu na chancelaria o embaixador espanhol em Caracas, Ramón Santos, para expressar a “postura contundente do governo venezuelano”, após uma mensagem publicada no Telegram.

“Não permitiremos nenhuma ação intervencionista por parte do governo da Espanha”, escreveu o chanceler, um dia depois de chamar para consultas a embaixadora venezuelana em Madri, Gladys Gutiérrez.

A tensão nas relações bilaterais aumentou nos últimos dias depois que o candidato da oposição venezuelana, Edmundo González Urrutia, chegou à Espanha no domingo (8) para pedir asilo após um mês na clandestinidade em seu país, e o comentário da ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, que tachou o governo de Maduro de “ditadura”.

O governo do socialista Pedro Sánchez não reconhece a vitória que Maduro reivindica nas eleições e tampouco a de seu adversário. Ele tem insistido, em consonância com a posição da União Europeia, em reivindicar a publicação das atas eleitorais, que, segundo a oposição, comprovam a vitória de González Urrutia. (AFP)