Oriente Médio
Greve em Israel pede libertação de reféns
Uma rara greve em Israel para protestar contra o fracasso na devolução dos reféns mantidos em Gaza levou a paralisações e outras interrupções ontem (2) em todo o país, inclusive em seu principal aeroporto internacional. A paralisação foi ignorada em algumas áreas, refletindo as divisões e incertezas políticas.
Milhares de israelenses foram às ruas no final do domingo, dia 1º, em luto e raiva depois que seis reféns foram encontrados mortos em Gaza, no que parece ser o maior protesto desde o início da guerra, com organizadores estimando participação de aproximadamente 500 mil pessoas. As famílias e grande parte do público culparam o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, dizendo que eles poderiam ter sido devolvidos vivos em um acordo com o Hamas para acabar com a guerra de quase 11 meses. Mas outros grupos não aderiram à greve e apoiam a estratégia de Netanyahu de manter uma pressão militar implacável sobre o Hamas,
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse ontem (2) que Netanyahu não está fazendo “o bastante” para alcançar um acordo de libertação de reféns e de cessar-fogo com o Hamas. No entanto, Biden insistiu em dizer que as negociações estão “muito próximas” de chegarem a um acordo. “A esperança é eterna”, afirmou.
O Reino Unido anunciou também ontem (2) a suspensão de exportações de algumas armas para Israel, alegando que elas podem ser utilizadas para violar a lei internacional, segundo comunicado divulgado pelo Departamento de Negócios e Comércio britânico. A decisão se aplica a 30 das 350 licenças de exportação de armas para Israel em vigor atualmente. (Estadão Conteúdo)