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Diplomacia

Turquia convoca diplomatas de nove países ocidentais

Os nove países afetados são Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Suíça, Bélgica, Itália e Suécia

02 de Fevereiro de 2023 às 23:01
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No Irã, protestos contra países ocidentais começaram no fim de janeiro
No Irã, protestos contra países ocidentais começaram no fim de janeiro (Crédito: AFP)

A Turquia convocou os embaixadores e principais representantes de nove países ocidentais, nesta quinta-feira (2), para protestar contra o fechamento de seus consulados esta semana em Istambul, devido a ‘riscos de segurança‘ - informou a agência estatal de notícias Anadolu.

Os nove países afetados são Estados Unidos, França, Reino Unido, Alemanha, Holanda, Suíça, Bélgica, Itália e Suécia, disse uma fonte diplomática, pedindo para não ser identificada.

Nos últimos dias, pelo menos seis desses países - entre eles França, Reino Unido e Alemanha - anunciaram o fechamento temporário do atendimento ao público em suas sedes consulares em Istambul.

Na sexta-feira (27), vários ministérios das Relações Exteriores ocidentais advertiram seus cidadãos na Turquia para ficarem vigilantes contra o risco de atentados, em represália pela queima de Alcorões em países do norte da Europa.

Ontem, o ministro turco do Interior, Süleyman Soylu, acusou esses países de lançar uma ‘guerra psicológica‘ contra a Turquia, o que pode prejudicar o turismo.

O porta-voz do partido governista AKP considerou ‘irresponsáveis‘ as advertências divulgadas.

Esses alertas de segurança surgem em um contexto de tensão, devido à recusa da Turquia em permitir a adesão de Suécia e Finlândia à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Essas tensões foram exacerbadas por protestos, nos quais extremistas anti-islâmicos queimaram Alcorões do lado de fora das embaixadas da Turquia em Estocolmo e em Copenhague no mês passado. Em contrapartida, no Irã, foram registradas várias manifestações contra países do Ocidente. Bandeiras e fotos de autoridades públicas de vários países foram queimadas em praça pública. (AFP)