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Internacional

Maioria da UE apoia os testes para passageiros chineses

04 de Janeiro de 2023 às 00:02
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Viajantes vindos da China aguardam pelo teste no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris
Viajantes vindos da China aguardam pelo teste no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris (Crédito: JULIEN DE ROSA / AFP)

Uma ampla maioria de países da União Europeia (UE) se pronunciou ontem (3) a favor de testar para Covid os viajantes procedentes da China, antes que estes embarquem rumo à Europa, segundo um porta-voz da Comissão Europeia.

A medida faz parte das recomendações de um comitê de especialistas de saúde da UE, e será debatida hoje (4) em uma reunião para elaborar uma resposta coordenada do bloco à explosão de casos na China.

Os especialistas de saúde da UE também avaliaram outras propostas da Comissão Europeia, como a obrigatoriedade do uso de máscara em voos procedentes da China, o controle da água usada nos aviões (anunciado ontem pela Áustria) e um reforço dos testes, com sequenciamento dos positivos para identificar possíveis novas variantes.

“Estas medidas deveriam se concentrar nos voos e nos aeroportos mais apropriados e ser aplicadas de forma coordenada (através da UE) para garantir sua eficácia”, indicou o porta-voz.

A reunião de hoje do IPCR (o dispositivo europeu para uma reação política diante das situações de crise) poderia resultar em recomendações formais, que depois deveriam ser aprovadas por cada Estado-membro.

Espanha, França e Itália anunciaram na semana passada que voltarão a exigir um teste negativo de Covid-19 para os viajantes procedentes da China.

“Inaceitáveis”

As autoridades chinesas criticaram ontem os testes obrigatórios impostos por 12 países, entre eles os três citados da UE, a viajantes provenientes da China.

‘Alguns países estabeleceram restrições de entrada visando apenas viajantes chineses. Isso não tem base científica e algumas práticas são inaceitáveis”, denunciou Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Neste contexto, a China poderia “adotar contramedidas, de acordo com o princípio da reciprocidade”, alertou. (AFP)