Internacional
Fernández tenta regular redes e tirar foco da crise
Após o atentado contra a vice-presidente, Cristina Kirchner, o governo da Argentina debateu uma lei para coibir o “discurso de ódio”. A oposição alertou que o projeto poderia ser um atalho para perseguir a imprensa e o Judiciário, o que fez com que a ideia fosse abandonada. Analistas viram a manobra como uma tentativa de desviar o foco da crise econômica.
Nos últimos dias, o presidente Alberto Fernández voltou a afirmar que é necessário algum tipo de regulação para impedir que as redes sociais disseminem conteúdos violentos, como forma de responder ao aumento da polarização política.
“O que mudaria (com a aprovação dessa lei) seria que qualquer governo teria uma ferramenta mais eficaz para perseguir a oposição, o Judiciário e o jornalismo”, afirmou o constitucionalista Gregório Hernández Maqueda. (Estadão Conteúdo)