Internacional
Biden visita soldados na fronteira com a Polônia
Hoje o presidente americano se encontrará com refugiados em Varsóvia
O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, viajou ontem (25) para a Polônia, onde se encontrou com soldados americanos e planeja visitar refugiados que fogem da guerra na Ucrânia. O americano chegou a Rzeszow -- cerca de 80 quilômetros da fronteira com a Ucrânia -- à tarde no horário local depois de participar de uma série de reuniões na cúpula da Otan em Bruxelas.
O americano chegou ao aeroporto de Rzeszow, que se tornou um centro para o movimento de pessoas para fora da Ucrânia e um centro logístico para a entrega de ajuda humanitária e militar ao país. Lá, ele recebe um resumo da situação de Samantha Power, diretora da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), e outras autoridades humanitárias que estão trabalhando para processar o fluxo de pessoas da Ucrânia para a Europa.
No sábado (26), Biden visitará refugiados que estão morando temporariamente em Varsóvia, a capital polonesa. Até segunda-feira, centenas de ucranianos ainda estavam na fila do Estádio Nacional de Varsóvia para receber números de identificação poloneses.
Na quinta-feira (24), Biden disse que os Estados Unidos aceitariam até 100.000 pessoas da Ucrânia -- um aumento significativo no número de refugiados que os Estados Unidos aceitam a cada ano, mas uma pequena fração dos mais de 3,5 milhões de ucranianos que deixaram seus casas e fugiram para a Polônia e outros lugares da Europa. Esse já se tornou o maior movimento de refugiados da Europa em décadas.
Horror no teatro
Autoridades ucranianas, citando relatos de testemunhas, disseram que até 300 pessoas podem ter sido mortas no bombardeio a um teatro na cidade sitiada de Mariupol, no sul da Ucrânia, em 16 de março. O conselho municipal deixou claro que ainda não foi possível determinar o número exato de mortos no Teatro Drama, onde centenas de pessoas estavam abrigadas.
O governo ucraniano havia dito anteriormente que era impossível dizer quantos foram mortos, porque Mariupol está sob caos, com bombardeios quase constantes. “Até o último momento, não se quer acreditar nesse horror. Mas as palavras daqueles que estavam dentro do prédio no momento do ato terrorista afirmam o contrário”, dizia o comunicado.
A Rússia tem negado ter bombardeado o teatro. O Kremlin afirma que as forças russas não têm civis como alvo, depois de invadir a Ucrânia em 24 de fevereiro. (Estadão Conteúdo e Agência Brasil)